Bazar Solidário de Ribeirão Pires troca alimentos por roupas

Com o objetivo de trocar alimentos por roupas, acessórios, entre outros artigos, o Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Pires abriu o Bazar Solidário, que segue de forma permanente e que todo alimento arrecadado será destinado a entidades sociais atendidas pelo município

Crédito: Celso Rodrigues

Unir o útil ao solidário, assim podemos definir o Bazar Solidário do Fundo Social de Solidariedade da Estância Turística de Ribeirão Pires, que foi aberto nesta terça-feira (29), na sede do departamento solidário.

São roupas novas e com etiquetas, além de peças doadas em ótimas condições de conservação, que são trocadas por alimentos não perecíveis, essa é a mecânica. Assim, a pessoa que pode e deseja ajudar, é só ir até o Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Pires e realizar a sua compra.

Tudo o que for arrecadado será doado para entidades sociais atendidas pelo município.

O prefeito Guto Volpi (PL) explicou qual a diferença das atividades solidárias da Estância.

“O Bazar Solidário é diferente do que a gente faz nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Porque lá vai direto para o munícipe e aqui o fundo reúne todas essas doações e encaminha para igrejas, entidades, protetoras de animais, porque aqui também troca por ração de cão e gato. Então, o Bazar é permanente e atende um outro público, mais institucionalmente, e nas Unidades Básicas de Saúde, direto ao munícipe”, comentou o liberal.

Além das doações, existem artigos que são doados pela Receita Federal e de lojas que fecharam e que não conseguiram liquidar seu estoque e terminam por doá-las para o Bazar Solidário.

A responsável pelo Fundo Social de Solidariedade, Coquinha Zampol, afirmou que por ser um projeto que se inicia agora não é possível ter uma estimativa, porém, o engajamento é muito grande em prol daqueles que mais precisam.

“Não, ainda não temos a média. O projeto aqui será permanente, porém, a gente tem um projeto que é o Varal Solidário, que está nas UBSs, a gente tem uma média lá que, além de doar, a gente recebe roupas. Para ter uma ideia, a gente leva 350 peças para uma UBS qualquer, só que voltam 450, então tem tido muita solidariedade também. A gente está com uma expectativa bem boa. O que posso tomar como média, mais ou menos, é que a gente pretende colocar nesse bazar, pelo menos, 20 mil peças de doação”, cravou Coquinha, o número de artigos que estarão disponíveis no Bazar Solidário.

Por ser destinado a um público diversificado, o chefe do Executivo sugeriu, àqueles que podem ajudar, o que pode ser doado.

“A gente sempre reforça essas campanhas para que as pessoas tragam aquela roupa que não serve mais, o bebê que cresceu, o adolescente que cresceu, tragam para o Fundo, porque a doação vira alimento, vira ração de cão e gato. E o legal é que o calendário cultural, todo ele é troca por alimento e por ração, é um calendário intenso, mais de 110 eventos num ano, que é totalmente solidário. Suas peças que não estão servindo mais, calçados, acessórios, roupas, ou pode trazer direto também a sua doação em alimento para o Bazar para fazer a troca. Pode vir direto ao Fundo e também nos nossos eventos culturais, Prefeitura, secretaria, todos os secretários vão receber”, informou Guto também os locais que recebem as doações.

O liberal disse que não é possível mensurar quantas famílias serão atendidas, devido ao projeto estar se iniciando, mas avisou que quanto mais doações, mais pessoas serão atendidas.

“Começa a estimativa a partir de agora. Quanto mais público a gente atender, melhor é. Quanto mais doação a gente receber, mais atendimento a gente vai proporcionar. Por isso que eu sempre reforço, não parem de doar”, convidou o prefeito que disse que todo o planejamento não custou um centavo aos cofres públicos, foi tudo feito por meio de reorganização administrativa e criatividade.

As ações têm foco em públicos diferentes, uma destina-se aos mais necessitados e a outra às entidades, conforme falou Coquinha.

“Pessoas mais vulneráveis, que levamos aos bairros, as pessoas pegam as roupas, calçados e brinquedos e não pagam. Aqui, a gente pensou na corrente do bem, em que as pessoas que podem um pouquinho mais tragam alimentos que a gente vai transformar em cesta básica para distribuir para as entidades. Temos, mais ou menos, 20 entidades, fora as religiosas. O Bazar Solidário que é aqui, ele é permanente. O Varal Solidário que é nas UBSs, que é um varalzinho com uma caixa, fica dois meses em cada UBS, onde a pessoa chega, pega a roupa dela e é gratuito. Aqui é diferente, aqui é a troca, concluiu a responsável pelo Fundo Social.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 01/05/2025
  • Fonte: Fever