Barragens no Brasil: desafios e a urgência de monitoramento
Só em 2023, foram 25 acidentes em barragens no Brasil; país tem mais de 28 mil estruturas do tipo, o que demanda acompanhamento de perto
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Brasil tem mais de 28 mil barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), estruturas cruciais para o abastecimento hidráulico e elétrico do país. Pelo menos quatro mil delas têm alto dano potencial associado, indicador que mede os possíveis impactos de um rompimento. Além disso, três mil barragens são classificadas como de alto risco, conforme dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Com tantas barragens em funcionamento, o monitoramento constante dessas estruturas é essencial para garantir não apenas o desempenho adequado, mas também a segurança da população e do meio ambiente. Somente em 2023, o Relatório de Segurança de Barragens da ANA registrou 25 acidentes.
Prevenção e inovação tecnológica
A prevenção deve começar nas etapas iniciais do projeto e ser mantida de forma contínua. “Com o tempo, é natural que as barragens apresentem sinais de desgaste, o que demanda manutenção e monitoramento. Fatores como o aumento de chuvas intensas, ligado às mudanças climáticas, trazem desafios extras às estruturas”, explica Pedro Cabrera, Diretor de Inovação da Spectrageo, startup selecionada na 2ª edição do Vetor AG, programa de inovação da Andrade Gutierrez.
Cabrera destaca o uso de tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto, inteligência artificial e análise de dados geoespaciais, para identificar alterações estruturais antecipadamente. “Com isso, é possível realizar um monitoramento preciso e em tempo real, garantindo a segurança das comunidades e dos colaboradores envolvidos”, afirma.
Ações integradas para maior segurança
Além das tecnologias, a qualificação contínua de equipes especializadas e a fiscalização rigorosa são fundamentais para assegurar o cumprimento das normas de segurança. A implementação de Planos de Ação de Emergência (PAE) também desempenha um papel crítico, permitindo respostas rápidas e organizadas em casos de falhas, reduzindo impactos ambientais e sociais.
“Investir em práticas inovadoras não é apenas sobre modernização; é sobre salvar vidas, proteger recursos naturais e assegurar a integridade de estruturas essenciais”, conclui Cabrera, reforçando a importância de integrar segurança, tecnologia e inovação no setor.