Banco de Alimentos de São Bernardo recebe 1 tonelada de hortaliças

Parceria entre Rotary Club e Associação Global reforça o Banco de Alimentos com 1,2 tonelada de itens naturais para famílias carentes.

Crédito: Divulgação/PMSBC

O Banco de Alimentos de São Bernardo do Campo ganhará um reforço substancial em seu estoque de itens frescos nos próximos dias. Por meio de uma parceria estratégica entre a Associação Global de Desenvolvimento Sustentado e o Rotary Club Rudge Ramos, serão destinadas 1,2 tonelada de verduras, legumes e frutas colhidos diretamente das hortas comunitárias da Vila Vivaldi. A iniciativa permite que a prefeitura amplie a distribuição das chamadas “cestas verdes”, garantindo comida de qualidade na mesa de quem mais precisa neste mês de fevereiro.

O impacto da doação cruzada no fortalecimento do Banco de Alimentos

A chegada desses alimentos é fruto de um modelo de solidariedade conhecido como “doação cruzada”. Recentemente, o Rotary Rudge Ramos doou equipamentos de mecanização para os agricultores da Vila Vivaldi. Como contrapartida, a associação gestora das hortas reverteu R$ 15 mil em produção orgânica para o Banco de Alimentos. Essa engrenagem social não apenas moderniza o trabalho no campo, mas garante que produtos frescos, que duram até 21 dias na geladeira, cheguem rapidamente às famílias em situação de vulnerabilidade.

O secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania, Henrique Kabeça, acompanhou o início da colheita ao lado da primeira-dama, Zana Lima. “Vimos o potencial das hortas comunitárias para levar alimento nutritivo às mesas das famílias e, ao mesmo tempo, fomentar o trabalho dos pequenos agricultores locais”, destacou Kabeça, ressaltando a importância de parcerias que abastecem o Banco de Alimentos com produtos sem os custos elevados de logística.

Produção local e sustentabilidade na Vila Vivaldi

As hortas da Vila Vivaldi ocupam quase 60 mil metros quadrados e são o sustento de 70 famílias de agricultores ativos. Com a nova mecanização, a capacidade produtiva, que hoje chega a oito toneladas por mês, deve ser ampliada. Para Nelson Pedroso, um dos idealizadores do projeto, a conexão direta com o Banco de Alimentos valoriza o cultivo orgânico de alface, couve, abóbora e temperos diversos, que saem da terra direto para o consumo social.

Expansão das cestas verdes e investimentos federais em 2026

Para este primeiro semestre de 2026, o Banco de Alimentos contará com um suporte financeiro robusto vindo do Governo Federal. Através do Programa de Aquisição Alimentar (PAA), a cidade receberá R$ 525 mil para comprar produtos da agricultura familiar. Além disso, uma modalidade intermediada pela Conab destinará outros R$ 190 mil em grãos, tubérculos e hortaliças, consolidando São Bernardo como referência em segurança alimentar no Grande ABC.

Somente entre dezembro do ano passado e o início de 2026, o Banco de Alimentos já processou mais de 16 toneladas de mantimentos. Esse volume demonstra a eficiência da rede municipal em converter doações e repasses em saúde pública, combatendo a insegurança alimentar com uma dieta balanceada e rica em nutrientes naturais colhidos dentro do próprio município.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/02/2026
  • Fonte: Secult PMSCS