Bancada evangélica desmente Estadão
Bancada evangélica diz que não está em guerra com Bolsonaro. O deputado federal Roberto de Lucena esclarece que a Frente Parlamentar Evangélica não faz oposição ao presidente eleito
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 29/11/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Matéria publicada hoje, 29/11, no Estadão diz que a indicação de Osmar Terra para o Ministério da Cidadania irritou a bancada evangélica, que ameaça se rebelar caso não tenha cargos na Esplanada. Formado por 180 deputados, o grupo foi consultado por Jair Bolsonaro sobre nomes para a nova pasta, mas acabou surpreendido com a escolha. “Quem é Osmar Terra comparado ao Magno Malta?”, questiona o pastor Silas Malafaia, que diz manter o apoio “intransigente” a Bolsonaro, porém com liberdade para críticas. Este já é o segundo nocaute no colegiado. O primeiro foi quando Bolsonaro indicou Ricardo Vélez Rodríguez para a Educação sem aguardar a sugestão dos evangélicos.
A lista de “abandonados” inclui, além de Magno Malta, os deputados Fernando Francischini, Alberto Fraga (ambos da bancada da bala) e Pauderney Avelino. Os amigos brincam que eles entrarão na segunda fase. Magno Malta jogou a toalha na noite de segunda-feira, quando deixou Brasília dizendo-se “magoado e machucado” para se isolar num sítio. Reclamava de estar entre os últimos a serem convocados.
DESMENTIDO
A informação de que a bancada evangélica ficou irritada pela indicação de Osmar Terra para o Ministério da Cidadania, publicada nesta quinta-feira (29) pela Coluna do Estadão, foi desmentida pela Frente Parlamentar.
Em reunião com a equipe de transição, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado federal Hidekazu Takayama (PSC-PR), citou os nomes dos deputados Roberto de Lucena (PODE-SP) e Leonardo Quintão (MDB-MG), além dos já comentados Ronaldo Nogueira (PTB-RS), Marco Feliciano (PODE-SP) e Gilberto Nascimento (PSC-SP) como sugestões.
Nesta quinta, a Frente Parlamentar Evangélica divulgou uma nota repudiando “qualquer tentativa de desestabilização do apoio” do grupo ao governo Bolsonaro. A bancada esclareceu não irá “ameaçar” o futuro governo se não for atendida com cargos.
A nota ainda esclarece que a bancada indicou nomes de possíveis ministros sem “o intuito de obrigar o Presidente a nomeá-los”. “Muito embora entendamos que a composição de um quadro técnico e preparado auxiliará na nova forma de governar, neste sentido estamos unidos e atentos às escolhas do Presidente”, diz Takayama no texto.
ENVOLVIMENTO DA BANCADA
As especulações também foram desmentidas pelo deputado Roberto de Lucena, um dos líderes da Frente Parlamentar que teve nome cotado pelo governo. “Não existe guerra de bancada evangélica contra Bolsonaro, pelo contrário. A bancada é patriota, nacionalista. Apoiará o governo Bolsonaro porque isso é bom para o Brasil. Apoiará Bolsonaro enquanto ele se mantiver lutando por um País melhor”, afirmou.
Lucena, que já atuou como secretário de Turismo do Estado de São Paulo, acredita que não é papel da bancada evangélica indicar nomes para cargos no governo. “Não se trata apenas de fazer política. Trata-se de posição profética. Se há um movimento para indicação de nomes por parte da bancada evangélica esse movimento está equivocado”, destacou.