Bad Bunny transforma São Paulo no epicentro do reggaeton mundial

Show de Bad Bunny reuniu fãs do artista porto-riquenho, famosos em show que emocionou a todos que foram ao Allianz Parque na última sexta (21/02)

Crédito: @irisalvesc/Live Nation Brasil

A espera de anos terminou em um rugido ensurdecedor que sacudiu as estruturas do Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo. Na noite desta sexta-feira (20), o astro porto-riquenho Bad Bunny não apenas realizou um show; ele promoveu um manifesto de exaltação à cultura latina, provando que a barreira do idioma é inexistente diante de sua magnitude pop. Em sua estreia em solo brasileiro, o artista entregou uma performance de três horas que mesclou tecnologia de ponta, calor humano e um setlist que é, essencialmente, a trilha sonora de uma geração.

A construção de uma noite histórica no Allianz Parque

Desde as primeiras horas da tarde, as redondezas do estádio já sinalizavam que o fenômeno Bad Bunny havia chegado. O público, em sua maioria jovem, exibia looks inspirados na estética “Verano Sin Ti“: óculos coloridos, camisas de crochê e chapéus de pelúcia. Quando as luzes se apagaram, pontualmente às 21h, a narrativa visual começou com um cenário que transportava os fãs diretamente para uma praia caribenha, completa com palmeiras artificiais e uma poltrona de praia onde o artista iniciou a apresentação.

A abertura com “Moscow Mule” e “Tití Me Preguntó” transformou o gramado em um mar de braços erguidos. A precisão do som e o mapeamento visual dos telões de altíssima definição garantiram que até os torcedores nas últimas fileiras da arquibancada superior sentissem a vibração do grave. Bad Bunny demonstrou um domínio de palco raro, alternando momentos de euforia coletiva com pausas contemplativas onde, visivelmente emocionado, observava a multidão brasileira.

O encontro de titãs no camarote e o impacto na moda

O setor VIP do evento funcionou como um termômetro do prestígio do artista. A “festa dentro da festa” contou com a presença de ícones do pop nacional. Anitta, que já colaborou com o artista, foi vista celebrando ao lado de Bruna Marquezine e Ludmilla. A presença de celebridades reafirmou o show de Bad Bunny como o “evento para se estar” em 2026.

A moda também foi protagonista. O “Conejo Malo” trocou de figurino três vezes, passando de peças de alta costura com referências streetwear a trajes mais leves que facilitavam sua movimentação pelas passarelas flutuantes. Em um dos pontos altos, o cantor sobrevoou a plateia em uma estrutura que simulava uma pequena ilha, permitindo um contato visual direto com os fãs dos setores mais distantes do palco principal.

Momentos marcantes e a setlist de hits

O repertório foi uma curadoria minuciosa dos maiores sucessos de Bad Bunny. Entre os destaques, a performance de “Safaera” causou um delírio coletivo, enquanto “Amorfoda” trouxe um tom mais intimista, acompanhado por um oceano de luzes de celulares.

“O Brasil é o coração da música. Estar aqui hoje é realizar um sonho que eu tinha desde que comecei na garagem da minha casa em Porto Rico”, declarou Bad Bunny, levando os fãs às lágrimas.

O “batismo” brasileiro de Benito

O relógio marcava pouco mais de uma hora de show quando o estádio silenciou para ouvir o artista. Em um espanhol pausado, para que todos pudessem compreender, Bad Bunny expressou que a demora para tocar no Brasil não era por falta de vontade, mas por uma busca pelo momento perfeito.

“Muitas pessoas me diziam que o Brasil era um mundo à parte, que vocês não ouviam o que o resto da América Latina ouvia. Mas hoje, olhando para este estádio, eu vejo que somos uma só família. Estar aqui pela primeira vez é a maior alegria da minha carreira até agora”, desabafou o cantor sob aplausos ensurdecedores.

Ele ainda brincou com o fato de estar “aprendendo a ser brasileiro”, mencionando que passou a tarde anterior provando comidas típicas e que ficou impressionado com a paixão dos fãs que acamparam na porta do Allianz Parque. Esse reconhecimento da cultura local foi o que transformou a apresentação de um “show internacional comum” em uma experiência de troca cultural legítima.

CategoriaDestaques da Produção
Efeitos VisuaisPulseiras de LED sincronizadas e pirotecnia fria.
SonoridadeBanda ao vivo mesclada com batidas eletrônicas pesadas.
DuraçãoAproximadamente 180 minutos de show sem intervalos.
Setlist ChaveMe Porto Bonito“, “Efecto“, “Ojitos Lindos” e “Dakiti“.

De empacotador ao topo da Billboard, uma trajetória inspiradora de Bad Bunny

Para quem ainda não conhece a fundo a trajetória de Benito Antonio Martínez Ocasio, o nome por trás de Bad Bunny, sua história é um exemplo de ascensão meteórica e autenticidade. Nascido em Porto Rico, Benito trabalhava como empacotador em um supermercado enquanto cursava comunicação e lançava suas músicas de forma independente no SoundCloud.

Seu diferencial sempre foi a recusa em cantar em inglês para “furar a bolha” global. Em vez disso, ele fez o mundo aprender espanhol. Em 2020, fez história com El Último Tour del Mundo, o primeiro álbum totalmente em espanhol a alcançar o número 1 da Billboard 200. Com hits que misturam trap, reggaeton e rock, Bad Bunny acumulou Grammys e, em 2026, consolidou-se como um ícone cultural após uma performance aclamada no Super Bowl, pouco antes de desembarcar em São Paulo.

O que esperar da segunda noite em São Paulo?

Para o show deste sábado (21), a atmosfera na capital paulista permanece em ebulição. Com ingressos esgotados, a expectativa é que Bad Bunny mantenha a base da estrutura, mas fãs especulam sobre a participação de artistas brasileiros no palco, dado o entrosamento demonstrado com a cena local nos bastidores. A logística do entorno do Allianz Parque foi reforçada para garantir o fluxo dos milhares de “bentitos” que devem lotar novamente o estádio.

A passagem de Bad Bunny pelo Brasil encerra um ciclo de espera e abre as portas para que mais artistas do reggaeton e do trap latino vejam o mercado brasileiro como uma parada obrigatória e lucrativa.

Show de Sábado (21/02)

Se você vai ao Allianz Parque hoje, fique atento às diretrizes oficiais para evitar contratempos:

Horários atualizados

  • Abertura dos portões: 16h00
  • Início do show (Bad Bunny): 20h30 (pontual)

Como chegar e sair

  • Transporte Público: A estação Palmeiras-Barra Funda (Linha 3-Vermelha e CPTM) é a melhor opção. Fica a 800m do estádio.
  • Aplicativos: Devido aos bloqueios da CET na Rua Palestra Itália e Av. Francisco Matarazzo, evite pedir carros na porta. Caminhe até o Shopping Bourbon ou Avenida Sumaré para facilitar o embarque.

O que levar (e o que deixar em casa)

  • Pode entrar: Capa de chuva (prefira às sombrinhas), Power Bank (até 300g), alimentos industrializados lacrados (pequenas porções), copos plásticos maleáveis (sem tampa).
  • Proibido: Garrafas rígidas (incluindo Stanley), câmeras profissionais, cartazes com mastro, guarda-chuvas, bastão de selfie e desodorantes acima de 90ml.
  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 21/02/2026
  • Fonte: FERVER