Bad Bunny transforma São Paulo no epicentro do reggaeton mundial
Show de Bad Bunny reuniu fãs do artista porto-riquenho, famosos em show que emocionou a todos que foram ao Allianz Parque na última sexta (21/02)
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A espera de anos terminou em um rugido ensurdecedor que sacudiu as estruturas do Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo. Na noite desta sexta-feira (20), o astro porto-riquenho Bad Bunny não apenas realizou um show; ele promoveu um manifesto de exaltação à cultura latina, provando que a barreira do idioma é inexistente diante de sua magnitude pop. Em sua estreia em solo brasileiro, o artista entregou uma performance de três horas que mesclou tecnologia de ponta, calor humano e um setlist que é, essencialmente, a trilha sonora de uma geração.
A construção de uma noite histórica no Allianz Parque
O show do Bad Bunny em São Paulo. CARALH0. pic.twitter.com/YNRAL6cZto
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) February 21, 2026
Desde as primeiras horas da tarde, as redondezas do estádio já sinalizavam que o fenômeno Bad Bunny havia chegado. O público, em sua maioria jovem, exibia looks inspirados na estética “Verano Sin Ti“: óculos coloridos, camisas de crochê e chapéus de pelúcia. Quando as luzes se apagaram, pontualmente às 21h, a narrativa visual começou com um cenário que transportava os fãs diretamente para uma praia caribenha, completa com palmeiras artificiais e uma poltrona de praia onde o artista iniciou a apresentação.
A abertura com “Moscow Mule” e “Tití Me Preguntó” transformou o gramado em um mar de braços erguidos. A precisão do som e o mapeamento visual dos telões de altíssima definição garantiram que até os torcedores nas últimas fileiras da arquibancada superior sentissem a vibração do grave. Bad Bunny demonstrou um domínio de palco raro, alternando momentos de euforia coletiva com pausas contemplativas onde, visivelmente emocionado, observava a multidão brasileira.
O encontro de titãs no camarote e o impacto na moda
O setor VIP do evento funcionou como um termômetro do prestígio do artista. A “festa dentro da festa” contou com a presença de ícones do pop nacional. Anitta, que já colaborou com o artista, foi vista celebrando ao lado de Bruna Marquezine e Ludmilla. A presença de celebridades reafirmou o show de Bad Bunny como o “evento para se estar” em 2026.
A moda também foi protagonista. O “Conejo Malo” trocou de figurino três vezes, passando de peças de alta costura com referências streetwear a trajes mais leves que facilitavam sua movimentação pelas passarelas flutuantes. Em um dos pontos altos, o cantor sobrevoou a plateia em uma estrutura que simulava uma pequena ilha, permitindo um contato visual direto com os fãs dos setores mais distantes do palco principal.
Momentos marcantes e a setlist de hits
PERREO! 'Safaera' no Brasil! 🇧🇷pic.twitter.com/XEaQEQQbXt
— Bad Bunny Brasil 🇧🇷 (@BadBunnyBrasil) February 21, 2026
O repertório foi uma curadoria minuciosa dos maiores sucessos de Bad Bunny. Entre os destaques, a performance de “Safaera” causou um delírio coletivo, enquanto “Amorfoda” trouxe um tom mais intimista, acompanhado por um oceano de luzes de celulares.
“O Brasil é o coração da música. Estar aqui hoje é realizar um sonho que eu tinha desde que comecei na garagem da minha casa em Porto Rico”, declarou Bad Bunny, levando os fãs às lágrimas.
Bad Bunny dizendo em português que seu sonho sempre foi visitar o Brasil!! 🥹🇧🇷pic.twitter.com/cLyq7t9Uuu
— Bad Bunny Brasil 🇧🇷 (@BadBunnyBrasil) February 21, 2026
O “batismo” brasileiro de Benito
O relógio marcava pouco mais de uma hora de show quando o estádio silenciou para ouvir o artista. Em um espanhol pausado, para que todos pudessem compreender, Bad Bunny expressou que a demora para tocar no Brasil não era por falta de vontade, mas por uma busca pelo momento perfeito.
“Muitas pessoas me diziam que o Brasil era um mundo à parte, que vocês não ouviam o que o resto da América Latina ouvia. Mas hoje, olhando para este estádio, eu vejo que somos uma só família. Estar aqui pela primeira vez é a maior alegria da minha carreira até agora”, desabafou o cantor sob aplausos ensurdecedores.
Ele ainda brincou com o fato de estar “aprendendo a ser brasileiro”, mencionando que passou a tarde anterior provando comidas típicas e que ficou impressionado com a paixão dos fãs que acamparam na porta do Allianz Parque. Esse reconhecimento da cultura local foi o que transformou a apresentação de um “show internacional comum” em uma experiência de troca cultural legítima.
| Categoria | Destaques da Produção |
| Efeitos Visuais | Pulseiras de LED sincronizadas e pirotecnia fria. |
| Sonoridade | Banda ao vivo mesclada com batidas eletrônicas pesadas. |
| Duração | Aproximadamente 180 minutos de show sem intervalos. |
| Setlist Chave | “Me Porto Bonito“, “Efecto“, “Ojitos Lindos” e “Dakiti“. |
De empacotador ao topo da Billboard, uma trajetória inspiradora de Bad Bunny
Para quem ainda não conhece a fundo a trajetória de Benito Antonio Martínez Ocasio, o nome por trás de Bad Bunny, sua história é um exemplo de ascensão meteórica e autenticidade. Nascido em Porto Rico, Benito trabalhava como empacotador em um supermercado enquanto cursava comunicação e lançava suas músicas de forma independente no SoundCloud.
Seu diferencial sempre foi a recusa em cantar em inglês para “furar a bolha” global. Em vez disso, ele fez o mundo aprender espanhol. Em 2020, fez história com El Último Tour del Mundo, o primeiro álbum totalmente em espanhol a alcançar o número 1 da Billboard 200. Com hits que misturam trap, reggaeton e rock, Bad Bunny acumulou Grammys e, em 2026, consolidou-se como um ícone cultural após uma performance aclamada no Super Bowl, pouco antes de desembarcar em São Paulo.
O que esperar da segunda noite em São Paulo?
Para o show deste sábado (21), a atmosfera na capital paulista permanece em ebulição. Com ingressos esgotados, a expectativa é que Bad Bunny mantenha a base da estrutura, mas fãs especulam sobre a participação de artistas brasileiros no palco, dado o entrosamento demonstrado com a cena local nos bastidores. A logística do entorno do Allianz Parque foi reforçada para garantir o fluxo dos milhares de “bentitos” que devem lotar novamente o estádio.
A passagem de Bad Bunny pelo Brasil encerra um ciclo de espera e abre as portas para que mais artistas do reggaeton e do trap latino vejam o mercado brasileiro como uma parada obrigatória e lucrativa.
Show de Sábado (21/02)
Se você vai ao Allianz Parque hoje, fique atento às diretrizes oficiais para evitar contratempos:
Horários atualizados
- Abertura dos portões: 16h00
- Início do show (Bad Bunny): 20h30 (pontual)
Como chegar e sair
- Transporte Público: A estação Palmeiras-Barra Funda (Linha 3-Vermelha e CPTM) é a melhor opção. Fica a 800m do estádio.
- Aplicativos: Devido aos bloqueios da CET na Rua Palestra Itália e Av. Francisco Matarazzo, evite pedir carros na porta. Caminhe até o Shopping Bourbon ou Avenida Sumaré para facilitar o embarque.
O que levar (e o que deixar em casa)
- Pode entrar: Capa de chuva (prefira às sombrinhas), Power Bank (até 300g), alimentos industrializados lacrados (pequenas porções), copos plásticos maleáveis (sem tampa).
- Proibido: Garrafas rígidas (incluindo Stanley), câmeras profissionais, cartazes com mastro, guarda-chuvas, bastão de selfie e desodorantes acima de 90ml.