Bad Bunny faz história com 1º lugar solo e 3 recordes no Grammy
Após show histórico no Super Bowl, o astro porto-riquenho Bad Bunny domina as paradas globais com o aclamado álbum "Debí Tirar Más Fotos".
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 17/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O cenário musical global testemunha um momento sem precedentes. O astro porto-riquenho Bad Bunny consolidou sua soberania absoluta ao alcançar, pela primeira vez em sua carreira, o topo da Billboard Hot 100 com uma música solo. A faixa responsável pelo feito é “DtMF”, um dos pilares do álbum “Debí Tirar Más Fotos“, que já nasceu como um clássico instantâneo. Embora o artista tenha experimentado o gosto do primeiro lugar em 2018, naquela ocasião ele dividia os créditos com Cardi B e J Balvin no hit “I Like It”. Agora, o cenário é de protagonismo total.
O salto de “DtMF” da 10ª para a 1ª posição não é fruto do acaso. A ascensão meteórica ocorreu imediatamente após a apresentação eletrizante do cantor no intervalo do Super Bowl. A canção, lançada originalmente em janeiro de 2025, já havia flertado com a glória ao atingir o segundo lugar na época do lançamento, mas precisou do palco de maior audiência do mundo para finalmente cravar seu nome no topo da lista mais importante da indústria fonográfica.
O “Efeito Super Bowl” e o domínio de Bad Bunny nas paradas
A influência da performance de Bad Bunny no Super Bowl reverberou por todo o Top 10 da Billboard. Além da liderança com “DtMF”, o artista conseguiu a proeza de emplacar outras duas faixas do seu novo álbum no pelotão de frente. A vibrante “Baile Inolvidable” saltou da 19ª para a 2ª posição, estabelecendo seu recorde pessoal, enquanto “Nuevayol” escalou do 28º para o 5º lugar.
O fenômeno de catálogo também se fez presente. Demonstrando a longevidade de sua obra, o hit “Tití Me Preguntó”, do aclamado disco “Un Verano Sin Ti”, reentrou na parada ocupando o 7º posto. É um feito raro que reforça como o público consome a discografia de Bad Bunny de forma holística, celebrando tanto as novidades quanto os hinos que definiram o gênero urbano nos últimos anos.
Recordes históricos na 68ª edição do Grammy
Se as paradas de sucesso desenham um quadro de popularidade, as premiações confirmam o prestígio artístico. Na 68ª edição do Grammy, Bad Bunny quebrou barreiras culturais ao vencer a categoria de Álbum do Ano com “Debí Tirar Más Fotos“. Trata-se do primeiro disco integralmente cantado em espanhol a receber a honraria máxima da Recording Academy em toda a história.
Além do prêmio principal, o porto-riquenho levou para casa os gramofones de Melhor Álbum de Música Urbana e Melhor Performance de Música Global pela faixa “Eoo”. Essa tríplice coroa ratifica que o espanhol não é mais uma “barreira” para o mercado norte-americano, mas sim um motor de inovação e vendas que Bad Bunny lidera com maestria técnica e carisma inigualável.
Uma performance de 135 milhões de espectadores
O ápice desta trajetória vitoriosa foi, sem dúvida, a ocupação do palco do Super Bowl. Em uma apresentação audaciosa e política, Bad Bunny realizou o primeiro show totalmente cantado em espanhol na história do evento. A audiência respondeu à altura: cerca de 135,4 milhões de espectadores sintonizaram para assistir ao espetáculo, estabelecendo um novo recorde de visualizações para o show do intervalo.
Acompanhado por ícones como Lady Gaga e Ricky Martin, o cantor não se limitou ao entretenimento. Ele transformou o campo de futebol em um manifesto de união continental, citando nominalmente todos os países da América durante a performance. Ao unir o pop global de Gaga com a herança latina de Martin, Bad Bunny provou que seu impacto transcende a música; ele é hoje o rosto de uma era onde a cultura latina dita o ritmo do mundo.