Azul corta voos em 13 cidades e desativa 53 rotas menos lucrativas
Azul busca diminuir sua dependência de conexões diretas e priorizar rotas com maior eficiência e demanda.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 10/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Em uma iniciativa alinhada à sua reestruturação financeira, a Azul anunciou hoje (10 de agosto de 2025) o encerramento das operações em 13 cidades brasileiras e a eliminação de 53 rotas com margens de lucro aproximadamente 17% abaixo da média da companhia.
A empresa ainda não detalhou quais destinos serão afetados.
Foco nos principais hubs e otimização operacional
A decisão faz parte de um redesenho estratégico da malha aérea, com maior concentração nos seus hubs mais importantes — Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife.
Com isso, a Azul busca diminuir sua dependência de conexões diretas e priorizar rotas com maior eficiência e demanda.
Redução de estrutura e aumento da produtividade por rota
Além da eliminação de destinos, a reestruturação trará uma série de ajustes operacionais:
- O número de bases será reduzido de 149 para 138, uma queda de 7%, e as decolagens diárias passarão de 931 para 836, recuo de 10%.
- O total de rotas ativas cairá de 331 para 258 — cerca de 22% a menos — enquanto a média de decolagens por rota aumentará de 2,8 para 3,2, um incremento de 15%.
A Azul também espera elevar sua ocupação média nas aeronaves para 83%, acima dos atuais 80–82%, e aumentar receitas complementares por passageiro, com cobrança de bagagem e assentos selecionados.
Reestruturação financeira amparada pelo Chapter 11 nos EUA
Essas medidas ocorrem em meio ao processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), iniciado em maio deste ano. A companhia planeja cortar US$ 2 bilhões em dívidas e já estruturou um financiamento de US$ 1,6 bilhão, com possibilidade de captar até mais US$ 950 milhões ao longo da reestruturação.
A previsão é concluir esse processo entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, reduzindo sua alavancagem financeira de 5,1 vezes para 3 vezes ao término deste ano, e para cerca de 2,2 vezes em 2026.