Azul Conclui Reestruturação Financeira e Anuncia Novos Investimentos
Azul Linhas Aéreas conclui reestruturação financeira, elimina R$ 11 bilhões em dívidas e planeja fusão com a Gol.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras comunicou, na noite desta terça-feira (28), a conclusão de seu processo de reestruturação financeira, iniciado em 2024. A companhia revelou ter encerrado negociações com arrendadores, fabricantes de aeronaves e credores, o que resultou na eliminação de mais de R$ 11 bilhões em dívidas e obrigações.
Como parte desse esforço, a Azul trocou dívidas no valor de US$ 557 milhões (aproximadamente R$ 3,3 bilhões) com arrendadores e fabricantes por 94 milhões de novas ações preferenciais. A emissão dessas ações está prevista para ser finalizada ainda neste trimestre.
Além disso, a companhia converteu mais de US$ 784,6 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões) em dívidas financeiras com vencimento entre 2029 e 2030 para ações preferenciais. Outras melhorias no fluxo de caixa também foram destacadas pela empresa.
A Azul incluiu na contabilização desse montante juros, variação cambial e encargos gerais. Em um comunicado à imprensa, a empresa apontou que enfrentou desafios significativos ao longo do ano passado devido a fatores externos incontroláveis. Entre eles, estão a desvalorização do real em relação ao dólar, custos operacionais elevados devido ao preço do querosene de aviação, um elevado nível de judicialização no setor, problemas na cadeia produtiva e enchentes no Rio Grande do Sul que afetaram as operações no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
“A conclusão dos acordos não apenas melhorará o fluxo de caixa nos próximos três anos, mas também permitirá uma desalavancagem significativa nos resultados do terceiro trimestre de 2024”, afirmou a companhia.
Em termos de expansão da frota, a Azul prevê a incorporação de 15 novos jatos comerciais da família E2 da Embraer ainda este ano.
Adicionalmente, em janeiro deste ano, a Azul firmou um memorando de entendimento com a Abra, controladora da Gol Linhas Aéreas. Caso cumprido, esse acordo poderá resultar na fusão das duas companhias aéreas, sujeita à aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).