Aumento do IOF impacta custos de viagens internacionais e finanças pessoais
Medida, em vigor desde sexta-feira, 23, também impacta empréstimos, crédito empresarial e até previdência privada
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 24/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Desde o dia 23 de maio, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem gerado impactos significativos em diversas áreas, incluindo viagens internacionais, compras no exterior, crédito empresarial e previdência. Essa elevação nos custos exige um planejamento financeiro mais rigoroso.
As despesas relacionadas a viagens internacionais aumentaram consideravelmente, não apenas devido à alta do dólar ou ao encarecimento das passagens aéreas. O ajuste na alíquota do IOF, que passou de 1,1% para 3,5% nas operações de compra de moeda estrangeira e remessas ao exterior, resultou em um aumento de 218% nas despesas associadas a essas transações. Essa mudança, que entrou em vigor na última sexta-feira, também afeta empréstimos, crédito empresarial e planos de previdência privada.
Para ilustrar o impacto do novo imposto, em uma operação de câmbio de R$ 10 mil, o custo do IOF saltou de R$ 110 para R$ 350. Antonio Pontes, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital, destacou que “esse cenário altera radicalmente o planejamento financeiro para aqueles que possuem viagens programadas nas próximas semanas”.
Além disso, o IOF também foi reajustado para compras realizadas com cartões de crédito e débito no exterior, embora o impacto tenha sido menor: a taxa passou de 3,38% para 3,5%. Embora essa alteração seja modesta, ela ainda contribui para um aumento geral nos custos das viagens. Diante desse panorama desafiador, Pontes recomenda um planejamento antecipado: “Adquirir moeda física antes da viagem ou realizar remessas para contas internacionais pode ser uma estratégia eficaz para controlar os gastos”.
Pontes complementou que essa abordagem permite garantir uma taxa de câmbio fixa e diminui a probabilidade de surpresas desagradáveis na hora da viagem.
Principais alterações no IOF:
- Cartões internacionais (crédito/débito/pré-pago) e cheques de viagem;
- Compra de moeda estrangeira em espécie (dólar, euro etc.);
- Outras operações de câmbio não especificadas;
- Compras em sites internacionais (como Shein e AliExpress);
- Empréstimos externos de curto prazo (menos de um ano);
- Planos de previdência (VGBL);
- Crédito para empresas;
- Cooperativas de crédito;
- Investimentos no exterior.
Dicas para minimizar os efeitos do aumento do IOF:
No contexto atual, Jeff Patzlaff, especialista em planejamento financeiro, sugere que viajantes internacionais mantenham uma reserva em moedas fortes (como dólar ou euro) para emergências. Contudo, essa estratégia pode não ser viável para quem já se encontra fora do país ou tem viagens agendadas imediatamente após o aumento do IOF.
Ainda assim, existem alternativas disponíveis para atenuar os efeitos da nova alíquota tributária. Patzlaff ressalta que o uso do cartão pode ser uma opção vantajosa em destinos onde o transporte de dinheiro vivo representa riscos maiores ou quando se busca um maior controle sobre as despesas. Para minimizar os impactos negativos do aumento do IOF, ele recomenda o uso de plataformas de remessa com spreads reduzidos (diferença entre a cotação comercial e a taxa aplicada) e métodos eletrônicos ou cartões pré-pagos internacionais.