Aumento do IGP-M impacta aluguéis e gera desafios para inquilinos
Inquilinos buscam alternativas para driblar a crise financeira no Brasil
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 06/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Nos últimos 12 meses, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou um aumento superior a 8%, influenciado por fatores como a valorização do dólar e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Este índice é amplamente utilizado para o reajuste de aluguéis, o que levanta preocupações entre os inquilinos brasileiros.
Esse crescimento nos preços tem gerado dificuldades financeiras significativas para muitos cidadãos. Um exemplo é Janaina Luara, auxiliar de serviços gerais em Brasília, que se viu obrigada a mudar-se para uma localidade mais afastada para evitar que seu orçamento fosse comprometido apenas com as despesas de aluguel. “Tenho que pagar meu curso, moradia, alimentação… Então fica muito pesado”, relata.
Em resposta a essa situação, especialistas financeiros consultados pelo programa Bom Dia Brasil recomendam que os inquilinos considerem alternativas ao IGP-M. Uma sugestão é a troca do índice utilizado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresenta uma menor sensibilidade em relação às flutuações cambiais. Para aqueles cujo contrato já está vinculado ao IGP-M, a negociação com o proprietário para uma correção menos acentuada também é uma estratégia viável.
Brenda Cristina, uma vendedora que não teve aumento no valor do aluguel nos últimos cinco anos, expressa sua preocupação com a situação atual. “O salário não está acompanhando esse aumento, então fico com medo. Por isso, sempre tento conversar com o proprietário [para evitar o reajuste]”, comenta.
A crescente pressão inflacionária e as altas taxas do IGP-M demandam atenção e ação por parte dos inquilinos, que devem buscar alternativas para amenizar os impactos financeiros causados por essas mudanças no mercado imobiliário.