Aumento de casos de Hepatite A em São Paulo: quase 1.000 registros em seis meses
São Paulo registra 974 casos de hepatite A em 2025, com alerta sobre prevenção e vacinação essencial para a população.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 12/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Nos primeiros seis meses do ano, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou um total de 974 casos de hepatite A, marcando um crescimento alarmante de 90% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 498 ocorrências.
A principal via de infecção identificada foi a ingestão de água ou alimentos contaminados, seguida por infecções sexualmente transmissíveis.
Em resposta a essa crescente incidência, o governo paulista lançou recentemente um painel de monitoramento que rastreia não apenas os casos de hepatite A, mas também outras doenças transmitidas por meio da água e alimentos, como a febre tifoide. Esta nova ferramenta disponibiliza informações em tempo real sobre a quantidade de casos, a taxa de incidência por 100 mil habitantes e dados demográficos relacionados à idade e sexo dos afetados.
As hepatites virais são infecções que afetam o fígado e frequentemente se desenvolvem sem apresentar sintomas visíveis. Essas infecções podem levar a complicações que variam de leves a graves, incluindo cirrose e câncer hepático. Além das causas virais, existem hepatites associadas ao uso de medicamentos, consumo de álcool, drogas, além de condições autoimunes, metabólicas e genéticas.
A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo enfatiza a importância da vacinação como uma medida preventiva eficaz. As vacinas contra hepatites A e B estão disponíveis gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS) e fazem parte do calendário vacinal infantil. A imunização contra hepatite B é especialmente crítica para bebês, já que a doença pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou o parto.
A vacinação é igualmente recomendada para recém-nascidos independentemente do estado da mãe devido ao risco de transmissão pelo contato com sangue e fluidos corporais, que pode ocorrer mesmo em ambientes familiares.
Neste ano, a cobertura vacinal contra hepatite B em crianças com até um mês alcançou 94,19% no Brasil, representando um aumento significativo de 11,5 pontos percentuais em relação a 2022, quando o índice era de 82,7%.
Adicionalmente, o Ministério da Saúde ampliou as recomendações para incluir a vacina contra hepatite A para aqueles que utilizam Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), uma estratégia medicamentosa voltada para prevenção do HIV.