Aumento da cesta básica em Santos: tomate lidera alta de preços
Cesta básica em Santos sobe 4,12% e consome 46,3% do salário mínimo; tomate lidera alta com 35,26%! Veja os detalhes da pesquisa.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Um estudo realizado pela Prefeitura de Santos, através do Departamento de Orçamento e Gestão (Deorg), revelou um aumento significativo no custo da cesta básica na cidade. Em março, os preços subiram 4,12% em comparação a fevereiro, levando os moradores a destinar aproximadamente 46,30% do salário mínimo apenas para a aquisição de alimentos essenciais.
O levantamento abrangeu 22 estabelecimentos comerciais entre os dias 26 de fevereiro e 25 de março e incluiu uma análise de 13 produtos fundamentais: carne, leite, feijão carioca, arroz branco, farinha de mandioca, batata, legumes, pão francês, café em pó, banana nanica, açúcar refinado, óleo de soja e margarina.
Dentre os itens pesquisados, o tomate destacou-se como o produto com a maior elevação de preço, apresentando um custo médio de R$ 11,84 por quilo — um aumento alarmante de 35,26% em relação ao mês anterior. O açúcar também registrou alta expressiva de 8,16%, enquanto o café em pó teve um acréscimo de 7,71%.
Em contrapartida, o feijão carioca foi o único item que apresentou uma redução nos preços. O seu valor médio caiu para R$ 6,82 por quilo, representando uma diminuição de 3,35% em relação a fevereiro. Outro produto que viu uma ligeira queda foi o acém (carne), que reduziu seu preço em 2,15%.
A pesquisa ainda indicou variações regionais nos preços da cesta básica. Na área da orla da cidade, os custos foram os mais elevados, totalizando R$ 802,45. Por outro lado, a Zona Noroeste reportou os preços mais baixos com média de R$ 715,94. Entretanto, essa região também foi a que mais sofreu com aumentos recentes, com uma variação de 6,15% desde fevereiro. Os bairros da Zona Intermediária apresentaram uma média de R$ 729,45 e a região dos Morros ficou com um preço médio de R$ 720,44.
Além disso, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano de 2025 permanece em 5,65%, enquanto a cesta básica alimentar acumula uma alta expressiva de 8,8% nos últimos oito meses.
O aumento contínuo nos preços dos alimentos tem impactado severamente o poder aquisitivo dos consumidores locais.