Funcionária pública morre atropelada em Mauá e família denuncia racha
Mulher morre após acidente na Avenida Capitão João. Testemunhas relatam fuga de carro de luxo e família cobra investigação rigorosa.
- Publicado: 08/06/2026 07:31
- Alterado: 08/06/2026 07:31
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Policia Civil
Uma funcionária pública de 44 anos morreu na última quinta-feira (4), quatro dias após um grave atropelamento em Mauá. Priscila Meneses Cabral foi atingida por um veículo na Avenida Capitão João e sepultada neste domingo (7), no município de Ribeirão Pires.
Amigos e familiares exigem a identificação do motorista que fugiu do local. O grupo cobra da polícia uma apuração aprofundada sobre a suspeita de que ele participava de uma corrida ilegal no momento da colisão.
Dinâmica do atropelamento em Mauá
O registro da ocorrência no 1º Distrito Policial de Mauá detalha que o crime ocorreu por volta das 3h04 de 31 de maio. O companheiro da vítima relatou que o casal saiu de um bar e o carro apresentou falha na bateria.
Ele se afastou rapidamente para pedir ajuda a pedestres que pudessem empurrar o veículo. Minutos depois, ouviu um forte impacto e encontrou a namorada caída no asfalto da avenida.
Policiais militares encontraram dois automóveis danificados na cena, incluindo o que atingiu a servidora. Moradores da região relataram o envolvimento direto de um terceiro veículo no caso. Um condutor de uma BMW azul supostamente trafegava em alta velocidade e fugiu sem prestar socorro.
O motorista que permaneceu no local do atropelamento em Mauá afirmou aos investigadores que seguia no sentido bairro-centro. Ele declarou ter sido ultrapassado pela BMW, que invadiu a contramão repentinamente.
Na tentativa de desviar e evitar uma batida frontal, o homem perdeu o controle da direção e atingiu a vítima. Ele acionou o resgate logo após o impacto.
Campanha por justiça e andamento do inquérito
A servidora sofreu traumatismo craniano e fraturas nas pernas durante a colisão. Ela deixou duas filhas, de 11 e 20 anos. O velório e o sepultamento reuniram centenas de pessoas no último final de semana.
Pessoas próximas iniciaram a mobilização virtual batizada de “Justiça pela Pri”. O objetivo é evitar que o caso caia no esquecimento e garantir a punição de todos os motoristas envolvidos.
“Não foi acidente. Foi imprudência. Priscila foi atropelada na madrugada de domingo por um irresponsável apostando racha”, aponta o manifesto divulgado nas redes sociais.
Testemunhas reafirmam a hipótese de corrida ilegal envolvendo os dois veículos antes do choque. A Polícia Civil conduz as investigações para checar a veracidade dos relatos e mapear imagens de câmeras de segurança. O inquérito policial segue ativo enquanto o laudo pericial oficial não é concluído.
“Ela era uma pessoa alegre, querida por todos que a conheciam. Precisamos que o responsável seja identificado e preso”, afirmou uma amiga da vítima, que preferiu o anonimato. A comunidade aguarda respostas rápidas das autoridades sobre as reais responsabilidades neste atropelamento em Mauá.