Atos perdem público e movimentos fazem convocação para março

As novas manifestações registraram adesão menor que os outros três protestos de 2015. Os movimentos ea oposição apostam em uma nova convocação para março

Atos perdem público e movimentos fazem convocação para março

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A expectativa é de que o próximo ato coincida com as votações do Congresso que vão decidir o futuro de Dilma.

Ainda neste domingo, 13, grupos como Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre anunciaram manifestações pelo impeachment em 13 de março. Parlamentares do PSDB, DEM e outros partidos rivais de Dilma e do PT deram apoio à iniciativa. “Foi importante já terem marcado a nova data para as novas manifestações. Isso ajuda a manter a mobilização e deixa o governo sob pressão”, disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da minoria na Câmara, que foi ao ato no Recife.

Para o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), o 13 de março deve anteceder o “ápice do debate sobre o impeachment”. “Devemos votar a admissão entre 15 e 16 de março, se houver o recesso”, afirmou. A exemplo de outros oposicionistas, o deputado fez uma observação. “Antes, o Congresso estava submetido ao calendário das ruas; agora, os movimentos precisam ficar atentos ao ritmo do Congresso”, disse o líder do DEM.

Baixa adesão

Surpreendidos pela decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar o pedido de impeachment de Dilma no dia 2 passado, os movimentos tiveram dez dias para organizar os atos de ontem e atribuíram a esse curto prazo a menor mobilização.

Dados divulgados pela Polícia Militar nos Estados onde houve manifestações somaram, até a edição desta matéria ser concluída, cerca de 73 mil participantes pelo País. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, onde ocorreu o maior protesto, 30 mil pessoas foram à Avenida Paulista.

Com base em fotos aéreas registradas às 15h30, o Estadão Dados calculou em 28,5 mil as pessoas na Paulista no pico do protesto. O Datafolha estimou em 40 mil o público circulante na avenida ao longo do protesto. Para os organizadores, foram 100 mil.

Os números são inferiores aos das manifestações anteriores. A maior, em março, reuniu 1 milhão de pessoas só na Paulista, segundo a PM. Em abril, o número caiu para 275 mil e subiu em agosto para 350 mil.

“Não estamos preocupados com isso. Eles (governo) devem se preocupar com a próxima”, disse Rogério Chequer, do Vem Pra Rua. Para Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, a baixa adesão tem “pouco significado político”. “Esperamos que seja maior em março. Até lá esperamos que o pedido esteja em votação no plenário da Câmara.” 

  • Publicado: 14/12/2015 12:11
  • Alterado: 16/08/2023 15:40
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: Estadão Conteúdo