Ato em defesa dos empregos no ABC reúne 300 pessoas

Cerca de 300 pessoas participaram nesta manhã do ato em defesa dos empregos da indústria no Grande ABC e pela retomada do desenvolvimento econômico regional, promovido pela ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André, CIESP/Santo André e OAB. Intitulado de “Reage ABC”, o movimento foi uma forma de demonstrar a insatisfação da classe […]

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Cerca de 300 pessoas participaram nesta manhã do ato em defesa dos empregos da indústria no Grande ABC e pela retomada do desenvolvimento econômico regional, promovido pela ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André, CIESP/Santo André e OAB.

Intitulado de “Reage ABC”, o movimento foi uma forma de demonstrar a insatisfação da classe empresarial em relação a atual situação econômica em que o País se encontra. Os manifestantes saíram do Parque Antônio Fláquer Ipiranguinha e caminharam pela avenida Perimetral até o Consórcio Intermunicipal, onde entregaram para o presidente Gabriel Maranhão uma carta com algumas reivindicações.

Nela está retratada a atual crise pela qual passa a região com a paralisação industrial, queda nas vendas do comércio e do serviço, desemprego. E sob tais considerações, as entidades envolvidas na manifestação requerem do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC a imediata instalação de um Fórum Regional com a participação das entidades representativas dos setores econômicos e trabalhadores, com o objetivo específico de identificar modos e ações de superação da crise e retomada do debate sobre o ABC.

LEIA O TEOR DO MANIFESTO:
Manifesto REAGE ABC

O REAGE ABC procura expressar a indignação de uma sociedade que tem na sua história o orgulho pelo seu trabalho, o valor de uma vida honesta e a luta determinada para a realização de seus ideais.  Sociedade que não aceita a crise moral instalada no país, a desfaçatez com que governantes têm tratado os bens e interesses públicos e a transferência da responsabilidade por atos de gestão incompetente à toda a sociedade.

Assim, considerando que:
. O Grande ABC tem na sua história e na base de seu desenvolvimento a Indústria de transformação, em especial a automobilística, responsável pela geração de postos de trabalho e níveis de remuneração superiores à média de outras atividades;
. Que o processo de desindustrialização, êxodo regional e descentralização da indústria automobilística, assistido na década de 90, provocou reações visando a diversificação da matriz econômica do Grande ABC e menor dependência do setor automotivo;
. Que estas reações se mostraram infrutíferas com relação aos aspectos econômicos, entretanto com a retomada da economia nacional pós Plano Collor e  Plano Real, a região superou as dificuldades da crise;
. Que a região do Grande ABC foi capaz de arquitetar uma nova organização institucional, dando vida ao Consórcio Intermunicipal e instalando a Agência de Desenvolvimento Econômico e a Câmara Regional, aproximando atores de relevância para o encaminhamento de soluções aos problemas locais;
. Que estas instituições foram capazes de projetar um novo Grande ABC, através do Planejamento Estratégico Regional, produto da participação ativa de todos os setores de relevância da Sociedade;
. Que ao início da primeira década de 2000, a região não mostrou comportamento e determinação em relação aos objetivos traçados e se acomodou, tendo se conformado com algumas pequenas conquistas como se tivesse superado a crise;
. Que a crise internacional de 2008 volta a nos afetar de forma mais acentuada que outras regiões e evidencia que mantínhamos o antigo diagnóstico de dependência excessiva do setor automotivo, absolutamente intacto. Desta vez com novos componentes e novas variáveis, dentre eles a forte desvalorização do real e a crescente balança comercial negativa do setor de autopeças, demonstrando sinais de esgotamento do modelo;
. Que durante a crise de 2008, mais uma vez, a capacidade de articulação dos atores regionais liderados pelo Consórcio e pela Agência de Desenvolvimento, foi fator positivo na busca de soluções e de superação da crise à época. Contudo, novamente, nos acomodamos quando os efeitos da crise se arrefeceram;
. Que o setor automotivo de 2008 a 2015, passa por outros períodos de turbulência e forte impacto na cadeia produtiva, levando os níveis de descapitalização e endividamento sem precedentes das empresas do setor, em especial as pequenas e médias indústrias;
. Que desde o início de 2014 a indústria já sente os efeitos da atabalhoada condução da economia brasileira, disfarçada pela empolgação da Copa do Mundo, das ilusões vendidas na Campanha Eleitoral, na falsa estabilidade econômica baseada no marketing dos indicadores de emprego e nas ilegais manobras contábeis e fiscais implementadas pelo governo federal. Evitando que a “bomba” não fosse detonada antes do término das eleições presidenciais;
. Que o momento presente atinge a todos os setores econômicos (indústria, comércio e serviços) e com a consequente redução de milhares de postos de trabalho, além da insolvência e encerramento de empresas sem distinção por tamanho ou ramo de atividade;
. Que esta realidade exige urgência e dedicação de todos, na construção de ações de curto prazo que minimizem os efeitos e a duração desta crise. Que saibamos ter a maturidade e a competência para retomarmos o debate sobre as relevantes questões que tem comprometido a prosperidade e melhor qualidade de vida no Grande ABC.

Sob estas considerações, as entidades abaixo assinadas, requerem do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC a imediata instalação de um Fórum Regional com a participação das entidades representativas dos setores econômicos e trabalhadores, com o objetivo especifico de identificarmos modos e ações de superação da crise e retomada do debate sobre o ABC que queremos.

•          ACE Diadema – Associação Comercial e Industrial de Diadema
•          ACIAM – Associação Comercial e Industrial de Mauá
•          ACIARP – Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Pires
•          ACIBAM – Associação Condomínio Industrial Barão de Mauá
•          ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André
•          AEPIS – Associação dos Empresários do Polo Industrial do Sertãozinho
•          APL Metal Mecânico do ABC – Associação das Empresas do Setor Metal Mecânico da Região do Grande ABC
•          CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Regional Diadema
•          CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Regional Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
•          Maçonaria – Loja João Ramalho 107
•          Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Santo André
•          ROTARY CLUBE SANTO ANDRÉ
•          Sindicato da Indústria da Construção
SINDUSCON Santo André
•          Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André – SIPAN ABC
•          Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo – SESCON-SP
•          Sindicato das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista – SINGRAFS   

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/08/2015
  • Fonte: FERVER