Atendimento que transforma vidas

Por telefone, Centro de Valorização da Vida presta auxílio às pessoas nas mais diversas situações. Por Daiana Barasa, Jornalista do Grupo Sare Drogarias

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Talvez você nunca tenha ouvido falar no CVV (Centro de Valorização da Vida), mas muitas pessoas já conheceram essa ONG em algum momento difícil já vivenciado.

Fundado há 52 anos no Brasil, existem 73 unidades espalhadas por todo o país que agregam aproximadamente 2.200 voluntários e, qual o trabalho que realizam? Ouvem e conversam com pessoas nas mais variadas situações e classes sociais, desde crianças até idosos, pessoas sozinhas que não têm com quem interagir.

O CVV presta um trabalho de solidariedade há 37 anos apenas em Santo André, são seres humanos que auxiliam seres humanos… ouvindo.

Para o voluntário e coordenador do CVV de Santo André, Milton Kagohara, a razão do trabalho é única: “Para nós o que importa é o que a pessoa está sentindo naquele momento. O importante é o sentimento e o bem-estar da pessoa. Se ela está triste, se está amargurada, se está nervosa, isso para nós é o que interessa”.

A falta de convivência leva diversas pessoas à tristeza que pode desencadear em depressão. E esse mal que segundo dados da Organização Mundial da Saúde afeta 350 milhões de pessoas no mundo, só no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, atinge aproximadamente 17 milhões de habitantes.

O posto presta atendimento pessoalmente, pela internet, mas é mais comum por telefone, o número varia de 80 a 100 ligações por dia. Em Santo André o atendimento ocorre das 7h às 19h.

Para Kagohara, a filosofia do CVV é permitir que a pessoa se autoconheça, e isso só é possível quando ela fala dos próprios sentimentos e se escuta: “A pessoa ao relatar um problema, muitas vezes encontra a solução para a própria situação que está vivendo, se ouvindo”.

Para Laura dos Santos Stein, também voluntária do CVV há três anos e meio, a sensação de prestar auxílio às pessoas é única: “É muito gratificante. Eu sou apaixonada pelo trabalho, pela filosofia daqui, que eu acredito. E também acho isso meio mágico.”

Um lugar que não prega religião, que não promete uma solução para problemas, mas que ensina que é possível se autoconhecer quando a fala é direcionada aos próprios ouvidos. Pessoas que trabalham unicamente por prazer em ajudar, sem receber qualquer tipo de remuneração.

“Não é só casos de depressão, tem pessoas que estão passando por momentos de felicidade e não têm com quem dividir”, diz Kagohara.

A recompensa para o coordenador é quando ouve frases como: “Você me fez enxergar o caminho” ou” Eu já vejo uma luz no fim do túnel”.

O trabalho do CVV é simples: ouvir, ser companhia para alguém que se sente sozinho, dizer palavras que podem fazer com que alguém desista de tirar a própria vida.

Telefone CVV Santo André: (11) 4972-4111
Endereço: Rua Siqueira Alves, 97 – Vila Leopoldina

Artigo de Daiana Barasa, Jornalista do Grupo Sare Drogarias

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 22/10/2014
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA