Atenção Primária em Jundiaí foca na redução de doenças crônicas
Município amplia rede de UBSs e aposta no diagnóstico precoce para combater as principais causas de óbitos registradas pelo SVO.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 04/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Atenção Primária em Jundiaí consolida-se como o principal pilar da estratégia municipal para frear o avanço de doenças crônicas e diminuir índices de mortalidade evitável. Com a expansão física da rede e a qualificação das equipes técnicas, a administração pública direciona recursos para a prevenção e o acompanhamento contínuo, visando intervir antes que quadros clínicos se agravem.
Dados recentes do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), ligado ao Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), desenham o cenário epidemiológico que motiva esses investimentos. Em 2025, as doenças do aparelho circulatório lideraram as estatísticas locais, somando 1.095 óbitos. Logo atrás, aparecem as neoplasias (748) e as doenças respiratórias (346).
Dentro desse espectro, o infarto agudo do miocárdio vitimou 332 pessoas, enquanto o infarto cerebral foi responsável por 126 mortes. É para reverter quadros como este que a estrutura da Atenção Primária em Jundiaí tem sido reforçada, atuando como barreira de contenção contra o agravamento dessas patologias.
Indicadores de melhora e diagnóstico precoce
Apesar dos desafios impostos pelas doenças circulatórias, o monitoramento contínuo já apresenta resultados positivos. A comparação com o ano de 2024 revela quedas significativas em óbitos relacionados a condições sensíveis à atenção básica.
O impacto do rastreamento eficiente reflete-se nos seguintes dados:
- Neoplasia maligna de cólon: Queda de 30,38% (de 79 para 55 óbitos).
- Doenças degenerativas: Redução de 16,84% (de 95 para 79 óbitos).
- Diabetes mellitus: Diminuição de 15,12% (de 86 para 73 óbitos).
- Câncer de mama: Retração de 9,68% (de 62 para 56 óbitos).
- Doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC): Queda de 6,36% (de 110 para 103 óbitos).
Esses números validam a eficácia da Atenção Primária em Jundiaí, que prioriza o controle de fatores de risco e a adesão ao tratamento.
Impacto da demografia na rede de saúde
O envelhecimento populacional é um fator determinante para o planejamento da saúde pública local. O aumento da proporção de idosos gera, naturalmente, uma demanda maior por controle de doenças crônicas não transmissíveis.
Neste contexto, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) operam como a porta de entrada estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS). O fortalecimento da Atenção Primária em Jundiaí garante que a primeira queixa do paciente seja ouvida e tratada próximo à sua residência, evitando a sobrecarga de hospitais e prontos-socorros com casos que poderiam ser resolvidos ambulatorialmente.
A Secretária de Promoção da Saúde, Márcia Facci, destaca o caráter preventivo da gestão:
“Esta é a gestão que mais vai entregar UBSs na história de Jundiaí. Isso significa ampliar o acesso, fortalecer a prevenção e garantir que a população receba cuidado perto de casa, com acompanhamento contínuo e equipes preparadas para agir antes que os problemas se agravem.”
Estrutura da Atenção Primária em Jundiaí
Atualmente, o município dispõe de uma rede robusta composta por 71 equipamentos públicos de saúde. A base desse sistema inclui 35 UBSs em plena atividade, com novas unidades em fase de construção para ampliar a cobertura territorial.
O ecossistema de saúde municipal integra ainda:
- 2 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs);
- 6 ambulatórios de especialidades;
- 4 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);
- 5 unidades de Pronto Atendimento e UPAs;
- Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).
Para dar capilaridade à Atenção Primária em Jundiaí, a prefeitura utiliza convênios que expandem as equipes da Estratégia de Saúde da Família. Programas descentralizados, como o Programa de Assistência Intensiva ao Tabagista (PAIT), atuam diretamente na raiz de problemas respiratórios e cardiovasculares.
Tatiane de Lucca Barbosa, diretora de Atenção Básica, reforça que a meta é a acessibilidade. O foco está na população mais vulnerável, que historicamente acessa menos os serviços de saúde, promovendo um cuidado multidisciplinar e integral.
Ao investir na qualificação das equipes e na infraestrutura física, o município projeta um futuro com menos internações e maior qualidade de vida. O sucesso na redução de mortes por diabetes e câncer de cólon prova que o fortalecimento da Atenção Primária em Jundiaí é o caminho mais seguro para uma saúde pública eficiente e humanizada.