Ataques aéreos em Gaza matam 9 palestinos

Bombardeios israelenses atingem norte e sul da Faixa de Gaza após alegada violação de cessar-fogo pelo Hamas

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Os ataques aéreos em Gaza deixaram ao menos nove palestinos mortos neste domingo (15), segundo autoridades locais. Os bombardeios foram confirmados pelo Exército de Israel, que afirmou ter agido em resposta a uma suposta violação do acordo de cessar-fogo por integrantes do Hamas.

Bombardeio atinge acampamento no norte de Gaza

De acordo com socorristas palestinos, o primeiro ataque ocorreu no norte da Faixa de Gaza e atingiu um acampamento de tendas que abrigava famílias deslocadas pelo conflito. Pelo menos quatro pessoas morreram no local.

A região concentra milhares de civis que deixaram suas casas em meio à ofensiva militar. Imagens e relatos de equipes de resgate apontam para a destruição de estruturas improvisadas utilizadas como abrigo temporário.

Ataque em Khan Younis deixa cinco mortos

O segundo bombardeio em Gaza foi registrado em Khan Younis, no sul do território palestino. Segundo médicos do Hospital Nasser — uma das poucas unidades de saúde ainda em funcionamento na região — ao menos cinco pessoas morreram na ação.

As equipes médicas enfrentam dificuldades para atender vítimas devido à escassez de insumos e à sobrecarga provocada pelos confrontos recorrentes. O hospital tem sido referência para atendimento de feridos na região sul do enclave.

Israel alega violação de cessar-fogo pelo Hamas

Em nota, o Exército israelense declarou que os ataques foram iniciados após uma “flagrante violação do acordo de cessar-fogo” por parte do Hamas na área de Beit Hanoun.

Segundo um oficial militar israelense, integrantes do grupo teriam emergido de um túnel a leste da chamada “linha amarela”, área considerada sensível para as tropas israelenses. “Cruzar a linha amarela nas proximidades das tropas das Forças de Defesa de Israel, estando armado, é uma violação explícita do cessar-fogo e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo”, afirmou o militar, de acordo com a agência Reuters.

O episódio reacende a tensão na região e coloca em risco a manutenção do acordo de trégua, já fragilizado por acusações mútuas de descumprimento entre as partes.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 15/02/2026
  • Fonte: Fever