Onda de ataques cibernéticos preocupa e BC reforça medidas de segurança
Instituições financeiras voltam a ser alvo de hackers, com novos alertas do BC e restrições para conter desvios milionários
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O Banco Central (BC) emitiu neste domingo (7) mais um alerta sobre ataque cibernético contra instituições financeiras, o segundo em menos de 48 horas. O alvo desta vez foi o Banco Triângulo S.A., conhecido como Tribanco, pertencente ao grupo atacadista Martins.
De acordo com o comunicado, houve “subtração indevida de valores financeiros” das contas da instituição, que presta serviços voltados para empresas varejistas.
O BC determinou que bancos reforcem o monitoramento de transações e adotem bloqueios preventivos, especialmente em corretoras de criptoativos, devido à suspeita de que parte dos valores desviados tenha sido direcionada para esse mercado.
Casos em sequência e ligação com crime organizado
No sábado (6), o BC já havia comunicado um ataque contra a empresa E2 Pay, que atua como gateway de pagamentos. A instituição informou que, apesar do desvio, não houve risco para clientes ou compromissos futuros. Estima-se que os recursos desviados tenham sido pulverizados em cerca de 400 contas.
A intensificação dos crimes ocorre após a operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, que mirou o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores regulares da economia, incluindo o financeiro.
Medidas de contenção e mudanças nas regras
Diante da escalada dos ataques, o BC anunciou um pacote de medidas para reforçar a proteção do sistema financeiro nacional. Entre as ações, está a limitação de transferências via Pix e TED em até R$ 15 mil para instituições de pagamento não autorizadas que operam via prestadores de serviços de tecnologia.
A autarquia também endureceu os requisitos para credenciamento de empresas de tecnologia ligadas ao sistema financeiro, estabelecendo que nenhuma instituição poderá iniciar atividades sem autorização prévia.
Nos últimos meses, episódios semelhantes já haviam afetado empresas como Sinqia, C&M Software e Monbank, com desvios que chegaram a cifras bilionárias.