Ataques a ônibus ameaçam segurança, afetam o bolso da população e prejudicam serviço público

AFPESP alerta: depredação de bens públicos e terceirizados gera custos milionários e reforça necessidade de conscientização sobre o papel da sociedade na preservação dos serviços essenciais

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Os ataques a ônibus registrados nesta terça-feira (15), em diferentes regiões da capital paulista, voltaram a escancarar um problema recorrente e preocupante: a depredação de bens municipais ou de uso público, que compromete a mobilidade urbana e gera prejuízos que, inevitavelmente, recaem sobre o cidadão.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans, 59 ônibus foram depredados em um único dia, prejudicando diretamente milhares de usuários do transporte público e impactando a rotina de trabalhadores, estudantes e famílias inteiras que dependem do sistema diariamente. O mais alarmante, no entanto, é que os custos para repor esses veículos, mesmo quando operados por empresas privadas terceirizadas, são de responsabilidade do poder público contratante. E quem paga essa conta é a população.

Quando um veículo é depredado ou destruído, o processo de ressarcimento envolve recursos públicos. São recursos orçamentários que poderiam ser investidos em melhorias no sistema, ampliação de linhas, manutenção e modernização da frota.

“É fundamental que a população compreenda que o transporte, mesmo operado por empresas privadas, é um serviço público. Toda vez que um ônibus é depredado ou incendiado, o prejuízo é coletivo. Esse valor sai do orçamento público e, portanto, do bolso do cidadão”, afirma Artur Marques, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP).

Além das perdas materiais, os atos de vandalismo comprometem a eficiência do sistema, provocam interrupções em linhas importantes e expõem motoristas e passageiros a riscos. Também exigem a mobilização de efetivos policiais e equipes de emergência, gerando pressão adicional sobre os serviços públicos envolvidos na resposta a esse tipo de ocorrência.

Os ataques não causam apenas dano físico, mas também são uma afronta direta ao direito de ir e vir e à dignidade de quem depende do transporte público. Por isso, ações de conscientização e o fortalecimento da cultura de cidadania são urgentes e necessários. A preservação dos serviços públicos não é responsabilidade exclusiva do Estado, mas uma construção conjunta entre poder público, empresas contratadas e sociedade.

“Cada ônibus danificado é um passo atrás na luta por um transporte público de qualidade e acessível. Quando destruímos o que é de todos, pagamos mais, esperamos mais e recebemos menos”, reforça Marques, ao concluir: “O combate a esse tipo de crime deve ir além da repressão. É fundamental envolver educação cidadã, fiscalização e políticas públicas de prevenção”.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 18/07/2025
  • Fonte: Sorria!,