Ataques a coletivos em SP seguem com um registro nesta quarta-feira (09) e outro nesta quinta-feira (10)

Dados da SPTrans e SSP/SP indicam as ações, efetivo de policiais e viaturas nas ruas, os caminhos das investigações, porém, não entram em pormenores, como número de detidos, prejuízos causados às empresas, regiões mais atacadas e outras informações

Crédito: Diário do Transporte

Os ataques a coletivos na Capital Paulista e Região Metropolitana de São Paulo ganharam mais um capítulo neste feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, quarta-feira (09), segundo informou ao ABCdoABC, a SPTrans (São Paulo Transporte), quando mais um ônibus sofreu depredação, porém, a responsável por gerir o sistema de transporte público, ônibus, na cidade de São Paulo, não indicou o local do ataque.

Mais recente

Em um caso mais recente, na manhã desta quinta-feira (10), foi registrado outro ataque a um coletivo em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, conforme noticiado pela imprensa, entretanto, este dado não faz parte do levantamento enviado ao ABCdoABC.

O que diz a SPTrans?

De acordo com a nota enviada ao ABCdoABC, a SPTrans informou que, desde 12 de junho, quando tiveram início as ondas de depredações, as empresas operadoras relataram que 339 ônibus do sistema municipal foram depredados, incluindo um nesta quarta-feira (9), e que os atos aconteceram de forma distribuída por todas as regiões da cidade.

Foto: Diário do Transporte

No entanto, a empresa não forneceu dados sobre os locais de maior incidência, quantidade por localidade, vias em que ocorreram os ataques e valor com os prejuízos causados pelos vândalos.

Repúdio aos ataques

No comunicado, a SPTrans se limitou a reafirmar seu comprometimento com as autoridades responsáveis por dar andamento às investigações.

“A Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbana Transporte (SMT) e a SPTrans reiteram o repúdio aos atos de vandalismo registrados no sistema de transporte e seguem fornecendo todas as informações necessárias para auxiliar nas investigações”, destacou a SPTrans.

Posicionamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo

SSP/SP (Secretaria de Segurança Público de São Paulo) informou ao ABCdoABC que existe um grande efetivo de agentes e de veículos nas ruas em resposta aos ataques e que as apurações seguem em andamento.

Foto: Diário do Transporte

“As forças de segurança seguem mobilizadas para coibir e investigar os ataques a ônibus na Capital Paulista e na região metropolitana. A Polícia Militar deflagrou a Operação Impacto – Proteção a Coletivos, que mobiliza cerca de 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas em todo o Estado, com o objetivo de garantir a segurança de passageiros e funcionários do transporte público”, diz o comunicado da SSP.

Orientações às concessionárias

A SPTrans indicou, também, na nota enviada ao ABCdoABC, quais determinações são passadas às concessionárias de ônibus de São Paulo, mas, mais uma vez, não nos forneceu qual o valor do prejuízo.

“A SPTrans reforça a orientação para que as concessionárias comuniquem imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizem as ocorrências junto às autoridades policiais”, diz o informativo, que ressalta ainda que a empresa é obrigada a encaminhar o veículo danificado para manutenção, substituindo-o por outro da reserva técnica, que realizará a próxima viagem programada, garantindo a continuidade do serviço prestado aos passageiros. Caso isso não ocorra, a empresa é penalizada pela viagem não realizada.

Foto: Diário do Transporte

E a SSP/SP afirmou, ainda, que estes atos de vandalismo podem ter origem no ambiente virtual, por isso, outra unidade de inteligência da Polícia Civil ingressou nas investigações.

Paralelamente, a Polícia Civil atua por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) na identificação dos envolvidos nos crimes. O departamento contabiliza cerca de 200 ocorrências registradas, além disso, é realizado o monitoramento de plataformas digitais, já que há suspeitas de que os ataques estejam sendo articulados pela internet. As apurações contam com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER)”, concluiu a nota.

Foto: Diário do Transporte

Contudo, a Secretaria de Segurança Pública não nos informou quantas pessoas foram detidas pelos atos e por quais crimes responderão.

Abaixo seguem as perguntas que ficaram sem respostas:

Quais cidades do ABC Paulista sofreram depredações de ônibus, e qual a quantidade de ataques por cidade?; Quais as regiões em que aconteceram as depredações e quais as vias?; Qual a quantidade de depredações por região e as localidades em que aconteceram?; Quais as regiões de maior incidência das depredações?; Qual o prejuízo causado até agora, em valores, para recuperação dos coletivos? e Quantas pessoas foram detidas pelos ataques e por quais crimes foram enquadrados?

Segundo levantamento feito pelo ABCdoABC, e que foi publicado em diversas mídias, segunda-feira (07) foi o pior dia de ataques aos coletivos e, em um prazo de 24 horas, foram depredados 59 veículos, mais uma vez, as informações constam em diversas plataformas de notícias e tem como fonte a Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbana Transporte (SMT) e a SPTrans, que não nos passou esses dados.

Casos no ABC

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que não há registros de casos de vandalismo em seu território”.

A Prefeitura de Rio Grande da Serra afirmou, via Secretaria de Trânsito, que “o município mantém-se sem registros de atos de vandalismo contra ônibus da rede municipal”.

O Prefeitura de São Caetano repetiu a mesma situação: “Em São Caetano do Sul não houve ataques ao transporte público.

Já em São Bernardo do Campo, a realidade é outra, pois houve ataques na cidade, conforme nota da Municipalidade:

“A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Transporte, Mobilidade e Infraestrutura, informa que, em revisão dos acontecimentos e contagem final, chegamos ao número de 15 veículos depredados, sendo 14 municipais e um veículo intermunicipal. O episódio mais recente ocorreu no último fim de semana, na Estrada dos Alvarengas, nº 6.637 (ponto final Alvarenga), tendo como alvo um veículo intermunicipal da empresa Next Mobilidade, diz a nota.

Foto: Diário do Transporte

A Prefeitura indicou ainda que a Guarda Civil Municipal (GCM) tem atuado com o reforço do patrulhamento preventivo nas áreas onde os ataques foram registrados, além de colaborar com a ampliação das linhas de investigações para identificar os autores e apurar as motivações dos crimes.

E por fim, a Municipalidade lamentou os atos criminosos e afirmou que estes prejudicam o bom funcionamento do sistema de transporte coletivo.

“A Prefeitura reitera seu compromisso com a mobilidade urbana segura e eficiente, e alerta que ações criminosas como essas impactam diretamente o funcionamento do sistema, uma vez que os veículos danificados precisam ser retirados de circulação para manutenção, afetando a oferta de coletivos à população. A administração municipal segue mobilizada para garantir a segurança dos passageiros, dos trabalhadores do transporte e do patrimônio público, finalizou o comunicado.

Foto: Diário do Transporte
Foto: Diário do Transporte

Comunicado da Prefeitura de Mauá

A Prefeitura de Mauá, no ABC, encaminhou resposta ao ABCdoABC, na tarde desta quinta-feira (10), sobre os casos de vandalismo na cidade, conforme segue abaixo:

Mauá, até o momento, tem duas ocorrências envolvendo vandalismo em ônibus do sistema de transporte coletivo municipal. Ambas foram registradas na noite do sábado (14/06), na Avenida João Ramalho. Nesta ocasião, dois veículos que operavam nas linhas 30 – Araguaia e 32 – João Ramalho, respectivamente, foram atacados. Não houve feridos e nem impacto aos passageiros, pois prontamente carros reservas foram colocados na operação, informou a Municipalidade.

A Prefeitura de Diadema também enviou comunicado ao ABCdoABC com informações que dão conta de que houve um ataque a um coletivo municipal e outros em ônibus intermunicipais, a prisão de um indivíduo e que os casos seguem sob investigação.

Casos em Diadema

“A Prefeitura de Diadema informa que registrou uma ocorrência de vandalismo a ônibus da linha municipal, da linha 31D (Terminal Diadema Centro – Vila Paulina), operado pela empresa Suzantur, que teve o vidro do letreiro quebrado por volta das 14h30 do dia 04 de julho, na Av. Alda, no trecho que passa pelo município de São Paulo, diz parte do comunicado, que informou ainda que não houve vítimas e que as imagens estão sendo levantadas para apuração do caso e que a troca do vidro danificado é de responsabilidade da empresa concessionária do serviço.

O comunicado diz ainda que:

“As demais ocorrências, envolvendo depredação de veículos na cidade, foram em linhas intermunicipais, com a prisão de um homem em flagrante, foram registradas pela Polícia Militar no dia 19 de junho e encaminhadas ao 3º Distrito Policial da cidade. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Civil“. Por esse motivo, a Prefeitura de Diadema recomenda que as informações detalhadas — como a quantidade exata de veículos atingidos, locais e circunstâncias — sejam apuradas diretamente com a Polícia Militar ou o Distrito Policial responsável”, finaliza a nota.

Santo André sofreu ataques em diversas regiões da cidade

A Prefeitura de Santo André enviou nota ao ABCdoABC, na tarde desta sexta-feira (11), em que pontua que coletivos da cidade sofreram ataques em diversas regiões, enumerou a cronologia dos fatos, porém, afirmou que não houve vítimas, contudo, as empresas amargam os prejuízos.

“Durante o mês de junho, o sistema de transporte coletivo da cidade registrou 13 ocorrências de vandalismo contra ônibus, todas envolvendo o apedrejamento dos veículos em diferentes regiões do município. O primeiro episódio ocorreu na região central, que concentra a maior incidência de casos. Na noite de 14 de junho, quatro veículos foram alvo de vandalismo, e outras nove ocorrências foram registradas na noite de 28 de junho. Em todos os casos, os ataques atingiram vidros laterais ou traseiros dos coletivos. Não houve feridos, apenas danos materiais, diz o comunicado.

Prejuízo estimado em R$ 16 mil com reparos em Santo André

Segundo a nota da Prefeitura de Santo André, as empresas concessionárias, responsáveis pelos veículos, realizaram os reparos necessários e todos os ônibus afetados já voltaram a circular normalmente e o prejuízo estimado com as depredações é de cerca de R$ 16 mil, arcados pelas empresas operadoras.

O informativo dá conta ainda de que “as concessionárias seguem acompanhando as investigações em andamento pelas forças de segurança, que atuam para identificar e responsabilizar os autores dos ataques e que a Prefeitura de Santo André, por meio da Guarda Civil Municipal, e em parceria com a Polícia Militar, reforçou o monitoramento em pontos estratégicos da cidade e atua de forma preventiva para coibir novas ocorrências.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 11/07/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo