Ataque russo atinge gabinete de Ministros da Ucrânia
O prefeito de Kiev, Vitaly Klitschko, confirmou que as vítimas foram atingidas enquanto estavam em um prédio residencial de nove andares no distrito de Svyatoshynsky
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 07/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na manhã deste domingo, o emblemático edifício do Gabinete de Ministros da Ucrânia, localizado em Kiev, foi consumido pelas chamas após um ataque com mísseis lançado pela Rússia, marcando a primeira vez que essa estrutura governamental é alvo desde o início do conflito em 2022.
Ofensiva deixa mortos e feridos em Kiev
O ataque, considerado altamente simbólico, aconteceu no contexto de uma nova e intensa ofensiva militar russa, conforme noticiado pela primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko. Ela relatou que o incêndio causou danos significativos ao teto e aos andares superiores do edifício, e equipes de bombeiros foram mobilizadas para controlar as chamas.
Esta nova rodada de bombardeios resultou na morte de pelo menos duas pessoas, incluindo um bebê de poucos meses e sua mãe de 32 anos. O prefeito de Kiev, Vitaly Klitschko, confirmou que as vítimas foram atingidas enquanto estavam em um prédio residencial de nove andares no distrito de Svyatoshynsky.
Reação do governo ucraniano e internacional
Os esforços dos socorristas para encontrar um terceiro corpo ainda estão em andamento. Em reação ao ataque, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, expressou sua indignação ao afirmar que os eventos representam “uma séria escalada” na guerra.
Ele criticou a crueldade do ataque que ocorre em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca a paz.
Valor histórico e estratégico do edifício
O edifício do Gabinete de Ministros é uma construção datada da era soviética, erguida entre 1936 e 1938, que abriga as principais autoridades governamentais ucranianas. Localizado próximo à Rada Suprema (Parlamento) e ao Palácio Mariyinsky (sede da presidência), este complexo está situado no coração do distrito administrativo da capital.
Intensificação dos bombardeios russos
A correspondente da BBC em Kiev, Sarah Rainsford, relatou a presença de uma densa coluna de fumaça se elevando nas proximidades da Praça da Independência (Maidán), enquanto testemunhava mísseis russos cruzando os céus antes de novas explosões serem ouvidas.
A Força Aérea Ucraniana informou que os recentes ataques russos incluíram um número recorde de 805 drones e foguetes durante a ofensiva noturna. As autoridades militares indicaram que 37 locais no país foram atingidos por nove mísseis e 56 veículos não tripulados armados. Além disso, destroços de um avião russo abatido foram registrados em várias áreas.
Apelo por sanções e reforço militar
A primeira-ministra Svyrydenko fez um apelo por sanções mais rigorosas contra Moscou e por um aumento no fornecimento de armamentos para a Ucrânia. Este ataque aconteceu logo após declarações do presidente russo, Vladimir Putin, que endureceu suas advertências ao Ocidente quanto ao apoio militar e econômico à Ucrânia.
Novos alvos atingidos em diferentes regiões
Moscou também direcionou ataques à cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Krivói Rog, onde três instalações foram atingidas. Na região oriental de Zaporizhzhia, os ataques deixaram 17 feridos e danificaram diversas edificações residenciais e comerciais.
Em Kiev, vários prédios nos distritos Svyatoshynkyi e Darnytskyi sofreram danos significativos devido aos bombardeios diretos. O chefe da administração militar local pediu aos cidadãos que se refugiassem nos abrigos enquanto as sirenes antiaéreas soavam em todo o país durante a noite.
Explosões em série e falhas na defesa aérea
Múltiplas explosões foram registradas na capital nas primeiras horas do dia, levantando preocupações sobre a eficácia das defesas antiaéreas ucranianas. Embora a Rússia não tenha feito comentários oficiais sobre os ataques recentes, seu Ministério da Defesa anunciou a interceptação de 69 drones ucranianos em várias partes do país.
Contra-ataques e tensões crescentes
O comandante das forças de drones ucranianas revelou que uma unidade danificou um oleoduto estratégico na região russa de Bryansk. O presidente Putin também rejeitou propostas ocidentais para enviar uma “força de segurança” à Ucrânia após a implementação de um possível cessar-fogo.
Risco de escalada no conflito
A situação permanece tensa enquanto Putin adverte que qualquer força estrangeira enviada à Ucrânia seria considerada um “alvo legítimo” para suas forças armadas. Desde o início da invasão em grande escala pela Rússia em fevereiro de 2022, cerca de 20% do território ucraniano está sob controle russo, incluindo a península da Crimeia.