Ataque com pedras a candidato boliviano choca cenário eleitoral em Cochabamba
Candidato Andrónico Rodríguez é surpreendido por hostilidade durante votação
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 17/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Na tarde de hoje, 17 de agosto, está acontecendo a eleição nacional boliviana e o candidato presidencial boliviano Andrónico Rodríguez, de 36 anos, foi alvo de um ataque com pedras por um grupo de pessoas ao deixar uma seção eleitoral na cidade de Entre Ríos, região de Cochabamba. O incidente ocorreu em meio a empurrões e gritos, chocando o ambiente democrático da votação.
A escola onde a votação ocorreu já havia sido palco de tensão: pouco antes, havia sido detonado um cartucho de dinamite nas imediações — felizmente, sem vítimas ou danos materiais. Apesar do ocorrido, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia, Oscar Hassenteufel, garantiu que o episódio não prejudicou o andamento do pleito.
“Herdeiro de Evo Morales”: trajetória política e rombo eleitoral
Conhecido no meio político como o “herdeiro de Evo Morales”, Andrónico Rodríguez ocupa atualmente a presidência do Senado. Com um passado ligado ao ativismo camponês, ele conquistou projeção nacional ao emergir como liderança alternativa após a queda de Morales em 2019.
Aos 16 anos, concluiu seu serviço pré-militar e se mudou para a capital departamental para cursar Ciências Políticas na Universidade Mayor de San Simón, em Cochabamba. Apesar de sua influência entre movimentos populares, as pesquisas de opinião mostram que ele ocupa a quarta colocação, sendo improvável que avance para o segundo turno.
Contexto político e econômico tenso impulsiona polarização
O episódio ocorre em um momento de grave crise econômica no país, marcada por escassez de combustíveis, queda na produção de gás e petróleo desde 2014, e uma política estatal de subsídios à energia que acarreta um prejuízo de cerca de US$ 3 bilhões por ano.
A redução das receitas com a venda de gás natural, antiga principal fonte de divisas da Bolívia, leva à diminuição das reservas internacionais e a um aumento do déficit fiscal. A inflação, projetada pelo FMI em 15,1% para 2025, representa o pior índice desde 2008.
Neste cenário, a oposição encontra terreno favorável: se as intenções de voto forem mantidas, o segundo turno pode se configurar com dois candidatos de direita — Samuel Doria Medina, pela Aliança pela Unidade, e Jorge “Tuto” Quiroga, pela aliança Liberdade e Democracia.