Ataque em hospital do “Médico Sem Fronteiras” pelos Estados Unidos

O general John F. Campbell, comandante das forças dos EUA e da coalizão no Afeganistão, afirmou que o ataque aéreo norte-americano, foi realizado a pedido de forças afegãs

Crédito: Divulgação / Médicos Sem Fronteiras

O ataque que matou 22 pessoas em um hospital do Médico Sem Fronteiras, na cidade de Kunduz, neste fim de semana.

Falando no Pentágono, Campbell disse que estava corrigindo a versão inicial dos EUA de que o ataque aéreo teria sido feito para defender as forças norte-americanas de um ataque.

No incidente ocorrido no início do sábado, Campbell disse que forças do Afeganistão avisaram as forças especiais dos EUA de que precisavam de apoio aéreo. Segundo o general, vários civis foram “atingidos acidentalmente”.

O militar não deu mais detalhes, dizendo que uma investigação militar está em andamento. A declaração dele não esclareceu, porém, se o hospital foi atingido por engano ou se outros erros podem ter sido feitos pelas forças dos EUA. “Se foram cometidos erros, nós os reconheceremos”, afirmou Campbell.

O general costuma trabalhar em Cabul, mas está em Washington nesta segunda-feira porque falará a dois comitês do Congresso nesta semana.

Após o incidente, a organização Médico Sem Fronteiras decidiu fechar seu hospital em Kunduz, no norte do país. A entidade qualificou o ataque como um crime de guerra. 

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: MIS Experience