Ascensão da extrema-direita na Alemanha
AfD desafia normas políticas e levanta debate sobre inclusões em coalizões.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nos últimos anos, a Alemanha tem testemunhado um crescimento significativo da extrema-direita, especialmente representada pelo partido Alternativa para Alemanha (AfD). Este fenômeno chama atenção não apenas pelas cicatrizes históricas do país, mas também pela complexidade do cenário político atual. Desde sua criação em 2013, a AfD tem desafiado as normas políticas estabelecidas, ganhando espaço tanto nas eleições europeias quanto nas estaduais, como na Turíngia e Saxônia.
Especialistas como Kai Enno Lehmann apontam que a “normalização” da extrema-direita na Alemanha é uma tendência que segue o padrão observado em outros países europeus. Este movimento de normalização poderia levar à inclusão inevitável da AfD em coalizões parlamentares, dada a dificuldade dos partidos tradicionais em garantir maiorias estáveis. Entretanto, isso levanta questões sobre a capacidade do partido em lidar com as responsabilidades governamentais.
O crescimento da AfD reflete uma insatisfação crescente entre parte da população alemã, especialmente na antiga Alemanha Oriental. De acordo com Roberto Uebel, há uma percepção de que as políticas atuais não atendem às necessidades dos cidadãos comuns, o que se agrava diante de questões migratórias e econômicas.
Apesar desse avanço, Uebel acredita que a AfD ainda enfrenta barreiras significativas para se estabelecer como força dominante no cenário político nacional. O partido ainda não detém influência suficiente para formar maiorias no parlamento ou conquistar cargos executivos de destaque.
Em conclusão, o avanço da extrema-direita na Alemanha é um fenômeno complexo e multifacetado. Enquanto seu crescimento destaca questões de insatisfação social e política, também traz à tona desafios sobre como as democracias lidam com movimentos extremistas dentro de suas estruturas institucionais.