Artistas lançam coalizão JusticIA contra riscos da inteligência artificial
Movimento reúne 34 organizações culturais da América Latina para exigir transparência no uso da IA generativa e preservação dos direitos autorais
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 27/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A indústria musical e cultural latino-americana uniu forças em uma iniciativa inédita para enfrentar os riscos da inteligência artificial generativa. Mais de 30 organizações anunciaram nesta terça-feira (26), em Miami, a criação da coalizão JusticIA, que pede aos governos e legisladores da região medidas claras para proteger os direitos autorais e conexos de artistas, autores, produtores e editores.
O avanço da IA e os riscos aos criadores

O movimento JusticIA surge em meio ao rápido avanço da IA generativa, que já impacta o cenário criativo. A declaração conjunta exige transparência obrigatória dos desenvolvedores de IA, incluindo a divulgação dos materiais utilizados no treinamento de modelos e a rotulagem de conteúdos criados integralmente por algoritmos.
Segundo a coalizão, a falta de regras claras ameaça comprometer a originalidade e a remuneração justa dos criadores, ampliando riscos de exploração indevida das obras.
JusticIA: Apoio de líderes culturais e musicais
Durante o lançamento, vozes importantes da cultura reforçaram a necessidade de ação imediata. Para Adriana Restrepo, diretora regional da IFPI para a América Latina e Caribe, a proteção autoral é fundamental: “É justo e apropriado que os direitos sejam preservados e que os desenvolvedores de IA sejam obrigados a agir com transparência”.
Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil, destacou que quase todos os países da região já discutem a regulação da tecnologia: “É vital que os direitos de criadores e produtores culturais sejam preservados e adequadamente protegidos”, afirmou.
Convocação à sociedade e próximos passos
A JusticIA pretende reunir ainda mais adesões de artistas, legisladores e membros da sociedade civil. O objetivo é encaminhar a declaração aos governos latino-americanos, fortalecendo a pressão por regulamentação antes que os impactos da IA generativa se tornem irreversíveis.
O movimento também pretende promover campanhas de conscientização para que o público compreenda a diferença entre conteúdo original e produções sintéticas, garantindo que o consumidor final tenha clareza e não seja induzido ao erro.

Leia mais sobre a declaração e a campanha aqui.