Arte em 2025: roubos, polêmicas e o novo Masp
O ano foi marcado por grandes furtos, disputas sobre acervos, controvérsias curatoriais e a expansão do Masp, que dominou o mundo da arte
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Em 2025, o mundo das artes registrou furtos de alto impacto: em outubro, o Louvre sofreu um assalto audacioso que resultou na perda de joias da coroa francesa avaliadas em cerca de R$ 550 milhões, e, no Brasil, a Biblioteca Mário de Andrade teve parte de uma mostra roubada, foram levadas oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Cândido Portinari.
Em ambos os casos, as autoridades ampliaram as buscas e, no incidente paulista, houve acenos a atuação internacional para evitar o tráfico das obras.
Disputas por inventários e obras desaparecidas
Casos envolvendo heranças e obras desaparecidas voltaram a expor lacunas no mercado das artes e no controle de coleções.
Em São Paulo, buscas em galerias se relacionaram a obras sumidas do espólio de Alfredo Volpi, cujo paradeiro é alvo de processo que se arrasta há mais de uma década. Pinturas atribuídas a nomes do modernismo brasileiro também surgiram em casas de colecionadores em meio a questionamentos sobre origem e legalidade.
Bienal e críticas curatoriais: debate sobre acesso e representação
A Bienal de São Paulo enfrentou críticas públicas sobre escolhas curatoriais. Entre elas, a redução de material explicativo nas salas e a retirada do convite a uma participante por ligações familiares a episódios coloniais.
A decisão reacendeu a discussão sobre transparência, contextualização das obras e a forma como instituições dialogam com públicos diversos.
Masp: inauguração, exposições e a relação com marcas de luxo
O Museu de Arte de São Paulo (Masp) marcou o ano com a abertura de um novo prédio, ao lado da obra de Lina Bo Bardi, ampliando em cerca de 66% sua área expositiva com cinco novas galerias.
Exposições como a de Claude Monet tornaram-se recordes de público, a mostra histórica do impressionista registrou público superior a 502 mil visitantes, e houve também mostras internacionais relevantes, como a grande retrospectiva de Andy Warhol com mais de 600 peças vindas dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, cresceu a aproximação entre museus e marcas de luxo, notada em eventos e patrocínios que levantaram debate sobre acessibilidade cultural.
Mercado, responsabilização e desafios para 2026
Entre leilões, processos judiciais e investigações, o setor da arte enfrenta a tarefa de fortalecer segurança, transparência de inventários e mecanismos que impeçam o mercado ilegal.
A mistura de escândalos, desde desaparecimento de telas até pendências de inventário e disputas de posse, somada à expansão física e à pressão por financiamento, desenha um quadro em que museus, galerias e autoridades terão de conciliar preservação patrimonial e maior abertura ao público.