Argentinos tiram a invencibilidade do time verde e amarelo

A seleção juvenil masculina brasileira não conseguiu repetir as boas atuações da primeira fase do Mundial da categoria e sofre revés na estreia da segunda fase, realizado no México.

Crédito: FIVB

Nesta terça-feira (15.09), o time do Brasil, até então invicto na competição, foi superado pela Argentina. Os rivais sul-americanos levaram a melhor por 3 sets a 0 (29/27, 25/18 e 25/19) em 1h30 de jogo no ginásio do Centro de Alto Rendimento em Tijuana.

O jogo rápido dos argentinos dificultou a defesa e o bloqueio brasileiro. A boa distribuição do levantador Matías Sanchez fez a diferença para a equipe alva e celeste. Pelo Brasil, o destaque foram Madaloz e Leozinho que marcaram 9 vezes cada. Bruno Lima, da Argentina, foi o maior pontuador, com 13 acertos. Ao fim da partida, o capitão do time verde e amarelo, Fernandinho, comentou o resultado.

“Desde o começo do jogo nossa atitude foi diferente dos confrontos anteriores. Acho que isso fez com que os argentinos crescessem em quadra e tomassem conta da partida de tal forma que não conseguimos dar a volta por cima”, disse o levantador.

O técnico do Brasil, Léo Carvalho, lamentou o resultado, especialmente em relação ao comportamento do time. Para o treinador, o duelo contra os argentinos foi uma lição para os atletas que seguem na busca pelo título.

“A Argentina entrou para jogar como se deve entrar para um clássico. Acreditávamos que a bela atuação contra a China seria suficiente. A partir de agora estamos com a corda no pescoço, e não podemos mais deixar as oportunidades passarem. Temos que produzir um bom voleibol, e hoje não conseguirmos”, contou o treinador.

Mesmo com o revés o Brasil ainda segue na luta pelo campeonato. Nesta quarta-feira (16.09), o time volta à quadra para enfrentar a Eslovênia, às 21h (horário de Brasília). A vitória, preferencialmente por 3 sets a 0, é indispensável para manter as pretensões brasileiras ao título. No outro confronto da chave os argentinos terão a Turquia pela frente.

Em 2015 a disputa do título envolve 16 países divididas em quatro grupos com quatro times em cada. No grupo A os mexicanos, donos da casa, o Canadá, a Turquia e o Egito. No B, a Argentina, a Polônia, os EUA e a Rússia. O Brasil está no grupo C com Cuba, China e Irã. França, Itália, Eslovênia e Japão formam o grupo D. Na primeira fase as equipes de cada grupo jogam entre si e os dois melhores avançam para a etapa seguinte que formará dois novos grupos: o E e o F. A fórmula se repete e os dois melhores do E e do F avançam para a semifinal.

O JOGO
No primeiro set os dois lados se alternaram na liderança do placar até o primeiro tempo técnico. A partir daí os argentinos acertaram a marcação do bloqueio e encaixaram o saque para abrir 13/16. Léo Carvalho trocou o oposto e um dos centrais, Caio e Robert deram lugar para Madaloz e Johan. A mudança fez efeito e, com um ataque de Madaloz na saída o marcador estava 21/20 para os brasileiros. Os dois times tiveram o set point, e foram os argentinos que o converteram com um bloqueio duplo sobre Madaloz, 27/29.

O time brasileiro voltou a quadra com mudanças, Leozinho no lugar de Douglas Souza. Mesmo assim os erros de passe e ataque continuavam, com isso os argentinos abriram 7/12. O bloqueio brasileiro não conseguia encontrar os ataques adversários. Com uma virada de bola quase perfeita os argentinos levaram o segundo set por 18/25.

A terceira parcial teve o mesmo enredo das duas anteriores com os argentinos aproveitando as falhas do bloqueio brasileiro e contando com os erros não forçados no ataque adversário. Depois da bola para fora de Douglas Souza, a diferença era de cinco pontos, 5/10. Empolgados com a diferença, os argentinos imprimiam um ritmo intenso de jogo, e chegaram a 10/16 na segunda parada técnica. O panorama não se alterou e, em um contra-ataque os rivais sul-americanos fecharam o set em 19/25 e o jogo em três sets.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER