Arábia Saudita sentencia 8 pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi
A Arábia Saudita considerou oito pessoas culpadas pelo assassinato do jornalista dissidente Jamal Khashoggi dentro do consulado saudita em Istambul no ano passado.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/12/2019
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Um crítico da liderança saudita, Khashoggi foi morto brutalmente por agentes do governo dentro do consulado saudita na cidade turca em outubro de 2018.
Cinco pessoas serão executadas e outras três ficarão presas por 24 anos, segundo um comunicado da promotoria pública nesta segunda-feira. A promotoria disse que dois graduados funcionários sauditas, o ex-vice-chefe de inteligência Ahmed Al Assiri e o ex-consultor real Saud Al Qahtani, não foram acusados. Ambos já foram liberados. “As investigações sobre a dupla mostrou que não havia intenção anterior de matar Khashoggi”, diz o comunicado.
Uma investigação da CIA concluiu no ano passado que o príncipe saudita Mohammed bin Salman determinou o assassinato. Riad nega envolvimento do príncipe.
A morte prejudicou a imagem global do príncipe e estremeceu a aliança com os Estados Unidos. A notícia provocou desaceleração em investimentos no reino e complicou os planos do príncipe de reformar a economia saudita, tornando-a menos dependente de petróleo.
O veredicto é divulgado após a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) neste mês da Saudi Aramco, que levantou US$ 25 6 bilhões, novo recorde, mas não conseguiu atrair capital estrangeiro suficiente na avaliação de US$ 1,7 trilhão sobre o valor da empresa. Fonte: Dow Jones Newswires.