Aprovada proposta de reajuste de tabela do Imposto de Renda

O governo recuou na terça-feira, 10, e decidiu escalonar a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, com índices de até 6,5%

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A presidente Dilma Rousseff defendia que o máximo suportado pela União era um reajuste linear de 4,5%.

Agora, após duas idas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao Congresso, ficou acertada a edição de uma medida provisória hoje com as novas regras do tributo.

O acordo com o governo foi fechado na segunda ida de Levy ao Senado, já no início da noite de ontem.

A equipe econômica concordou em acatar a proposta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com a criação de faixas de correção do IR: 6,5% para renda de até R$ 2.840,06; 6% para rendimento até R$ 3.751,06; 5% até R$ 4.664,68; e 4,5% para ganho mensal acima de R$ 4.664,68.

A parcela de dedução mensal, de acordo com as faixas de renda, passa do mínimo de R$ 134,08 para R$ 144,81, e o máximo vai de R$ 826,15 para R$ 881,53.

O recuo do governo ocorre num momento em que a equipe econômica tenta aprovar medidas duras de aumento de tributos e corte de benefícios para fechar as contas públicas em 2015.

O impacto da correção escalonada da tabela do IR será de R$ 6 bilhões em um ano e entrará em vigor em 2 de abril.

Levy afirmou que o governo buscará uma forma de acomodar essa redução na arrecadação e que isso não vai afetar a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – economia para amortizar os serviços da dívida.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 11/03/2015
  • Fonte: PMSA