57% dos brasileiros se aposenta sem planejamento financeiro

Levantamento com 5 mil aposentados revela que maioria depende exclusivamente do INSS e enfrenta restrições orçamentárias severas.

Crédito: Reprodução

Enfrentar a aposentadoria sem planejamento tornou-se a realidade padrão para a maioria dos trabalhadores nacionais, gerando vulnerabilidade financeira na terceira idade. Um levantamento recente realizado pela fintech meutudo, com 5.337 participantes, expõe que 57% dos inativos não adotaram nenhuma estratégia prévia antes de deixar o mercado de trabalho.

Esse cenário explica a forte dependência do sistema público. Conforme o estudo, divulgado no contexto do Dia do Aposentado (24 de janeiro), 70% dos entrevistados sobrevivem apenas com o benefício do INSS. A falta de preparação obriga muitos a buscarem alternativas para fechar as contas.

Impactos da aposentadoria sem planejamento no orçamento

A ausência de uma reserva financeira reflete diretamente na qualidade de vida e na capacidade de consumo. Quando a aposentadoria sem planejamento ocorre, o orçamento familiar fica comprometido com despesas básicas, deixando pouca margem para imprevistos ou lazer.

Os dados da pesquisa detalham como os aposentados compõem sua renda atualmente:

  • 70%: Dependem exclusivamente do INSS.
  • 18%: Realizam trabalhos extras ou recebem aluguéis.
  • 12%: Possuem previdência privada complementar.

A situação é crítica para uma parcela significativa. Cerca de 40% dos ouvidos afirmam precisar complementar a renda mensalmente para cobrir gastos essenciais. Outros 21% declaram viver no limite, sem qualquer sobra no fim do mês.

Gastos concentrados em sobrevivência

A pesquisa indica que seis em cada dez idosos concentram seus recursos em três pilares fundamentais: moradia, alimentação e saúde. Essa rigidez orçamentária é um sintoma clássico de uma aposentadoria sem planejamento, onde a inflação médica e os custos de vida corroem o poder de compra do benefício previdenciário.

Apenas uma minoria consegue desfrutar de conforto financeiro. Os números mostram que somente 21% possuem margem para vestuário ou lazer, e uma fatia ainda menor, de 12%, consegue investir, viajar ou auxiliar familiares financeiramente.

O papel da educação financeira

Para especialistas, o problema é estrutural e educacional, não apenas de valor monetário. Márcio Feitoza, CEO da meutudo, analisa que a raiz do problema está na falta de clareza durante a fase produtiva da vida.

“Muitos brasileiros chegam à aposentadoria sem clareza sobre como organizar o orçamento ou avaliar decisões financeiras. Planejamento e acesso à informação fazem diferença para reduzir riscos e lidar melhor com imprevistos.”

Evitar uma aposentadoria sem planejamento exige antecedência. A educação financeira não deve ser tratada como opcional, mas como uma ferramenta de autonomia. Segundo Feitoza, a consciência sobre os gastos e investimentos é o único caminho para garantir escolhas mais tranquilas após o encerramento da carreira laboral.

Diante desse quadro, fica evidente que depender apenas da previdência oficial é uma estratégia arriscada. A construção de um futuro seguro exige que o trabalhador antecipe cenários e evite as armadilhas de uma aposentadoria sem planejamento.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 15/01/2026
  • Fonte: Fever