Após polêmica, Mourão diz ser ‘indígena’ ao TSE

O general de Exército da reserva Hamilton Mourão (PRTB), postulante a vice-presidente na chapa encabeçada por Bolsonaro (PSL), se declarou "indígena" no registro de candidatura no TSE

Crédito: André Ávila/Agência RBS

Na semana passada, durante evento em Caxias do Sul (RS), Mourão envolveu-se em uma polêmica ao afirmar que o Brasil “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”.

Logo após o comentário, Mourão disse: “Eu sou indígena. Meu pai é amazonense”. As afirmações foram feitas quando ele falava sobre as condições de subdesenvolvimento do País e da América Latina. “E o nosso Brasil? Já citei nosso porte estratégico. Mas tem uma dificuldade para transformar isso em poder. Ainda existe o famoso ‘complexo de vira-lata’ aqui no nosso País, infelizmente”, afirmou.

“Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem. Nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso ‘cadinho’ cultural”, disse o candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro na ocasião.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o general da reserva afirmou ontem que decidiu registrar-se no TSE como indígena por não ser “nem branco, nem pardo” e reforçou ser filho de índios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 15/08/2018
  • Fonte: FERVER