Após abrir em alta, Bolsa vira para o negativo; dólar sobe

Ativos domésticos tiveram piora generalizada; dólar opera acima de R$ 3,76

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Os ativos domésticos tiveram piora generalizada nos negócios da última hora, coincidindo com a abertura das bolsas de Nova York. Apesar da alta das bolsas americanas, o Índice Bovespa, principal da Bolsa de Valores de São Paulo, começou a perder fôlego logo que o pregão em Wall Street se iniciou, transformando rapidamente o sinal de alta em queda significativa. Essa sincronia ocorreu também no mercado de câmbio, onde o dólar passou a ganhar mais força ante o real, renovando sucessivas máximas na última hora.

Às 13h27, o Índice Bovespa tinha 87.884,45 pontos, em baixa de 0,88%. Momentos antes, chegou aos 87.590,99 pontos, com perda de 1,22%. No câmbio, o dólar à vista era negociado a R$ 3,7808, em alta de 0,56%. Na renda fixa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2025 tinha taxa de 9,91%, ante 9,82% do ajuste desta terça-feira, 6.

“O mercado doméstico é bastante sensível à ação do investidor estrangeiro, que por algum motivo iniciou o dia vendendo Brasil. Pode ser um movimento pontual, mas o fato é que o investidor local já não mostra tanto fôlego para sustentar o Ibovespa sozinho”, disse um profissional de renda variável. “O otimismo com o novo governo continua, mas a euforia tem prazo para acabar”, afirmou.

Nos Estados Unidos, as bolsas vêm ampliando os ganhos nos últimos minutos, com investidores repercutindo os resultados da eleição de meio mandato. O partido Democrata conquistou a maioria na Câmara, enquanto os Republicanos mantiveram-se predominantes no Senado. A leitura é que a composição do Congresso será positiva, uma vez que pode frear a agenda expansionista do presidente Donald Trump, reduzindo as chances de guerra comercial.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 07/11/2018
  • Fonte: Teatro Sérgio Cardoso