158 mil imóveis em SP seguem sem luz após apagão
Concessionária alega dificuldades climáticas históricas enquanto Justiça estipula multa pesada.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 14/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Neste domingo (14), os reflexos do temporal que atingiu a região Sudeste ainda são sentidos por milhares de moradores. Quatro dias após a tempestade, o apagão em São Paulo mantém 158.818 imóveis sem eletricidade. A Enel, concessionária responsável, justifica a lentidão no reparo citando as condições meteorológicas adversas, classificadas como as mais severas desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O evento climático extremo teve início na quarta-feira, 10, mas seus efeitos começaram a se intensificar ainda no dia 9. Um ciclone extratropical gerou ventos superiores a 70 km/h, com rajadas que alcançaram a marca de 98 km/h. A força do fenômeno causou um massivo apagão em São Paulo, interrompendo o fornecimento para mais de 2,2 milhões de clientes. Na última sexta-feira, o número de unidades sem serviço ainda era de 700 mil.
Impactos na Infraestrutura e Serviços
A Enel comunicou que mobilizou 1.800 equipes para trabalhar na reconstrução da rede danificada pelo apagão em São Paulo. No entanto, a complexidade dos danos causados pelo vendaval impôs barreiras significativas ao avanço dos trabalhos técnicos em campo.
Os transtornos ultrapassaram a esfera residencial. O apagão em São Paulo gerou caos logístico, afetando a operação dos aeroportos da capital e provocando o cancelamento de centenas de voos. Paralelamente, o Corpo de Bombeiros atendeu a mais de 1.400 chamados referentes a quedas de árvores na região metropolitana apenas no dia da tempestade.
Outro serviço essencial prejudicado pelo apagão em São Paulo foi o abastecimento de água. A Sabesp relatou que a falta de eletricidade comprometeu o funcionamento das bombas, dificultando a distribuição em diversos bairros da cidade.
Determinação da Justiça
Diante da gravidade e da persistência do apagão em São Paulo, o Judiciário interveio. Acolhendo uma ação civil movida pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, a Justiça determinou na sexta-feira que a Enel restabeleça a energia em até 12 horas. Caso a concessionária descumpra a ordem, será aplicada uma multa de R$ 200 mil por hora de atraso.