Apagão causa prejuízo de R$ 93,4 milhões no comércio de SP

Estudo da ACSP aponta perdas expressivas no varejo devido à falta de energia após ciclone na região

Crédito: Divulgação/PMM

O setor varejista enfrenta um cenário financeiro desafiador decorrente do apagão que atingiu a região metropolitana. Desde a última quarta-feira (10), quando fortes ventos e um ciclone impactaram a infraestrutura elétrica, o comércio local pode ter deixado de faturar cerca de R$ 93,4 milhões.

Esse levantamento sobre os danos econômicos do apagão foi realizado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, ligado à Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP). O cálculo baseia-se na movimentação financeira diária média da capital e cidades vizinhas.

Análise do impacto econômico

Mensurar com exatidão os prejuízos causados pelo apagão é uma tarefa complexa. Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, a dificuldade reside no fato de que os danos à rede elétrica não foram homogêneos, afetando bairros e municípios de formas distintas.

Ainda assim, a principal causa da queda no faturamento é clara. O economista ressalta a mudança no comportamento do consumidor durante o período sem luz:

“O impacto ocorre principalmente pela redução das compras imediatas e das aquisições por impulso.”

Consequências para o consumo

A interrupção no fornecimento de energia prejudicou diretamente a rotina de mais de 2,2 milhões de pessoas no início da crise. Embora a Enel venha trabalhando para restabelecer o serviço, a demora na solução do apagão reflete diretamente nos caixas das lojas.

Ruiz de Gamboa enfatiza que um apagão dessa magnitude afeta drasticamente o consumo momentâneo. Sem eletricidade, o fluxo de clientes diminui, o que inviabiliza as vendas de giro rápido, essenciais para a saúde financeira dos pequenos e médios comércios afetados por este apagão.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 15/12/2025
  • Fonte: MIS Experience