Anvisa reduz suspensão da Ypê; veja quais lotes seguem vetados
A decisão afeta detergentes e desinfetantes fabricados este ano, mas mantém o bloqueio a lotes antigos investigados pelos órgãos federais.
- Publicado: 22/06/2026 08:57
- Alterado: 22/06/2026 08:57
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Anvisa
A Anvisa publicou nesta segunda-feira (22) quatro resoluções no Diário Oficial da União que revogam parte da proibição imposta aos materiais de limpeza da marca Ypê. A agência autorizou o retorno de diversos itens às prateleiras.
A medida libera a comercialização exclusiva de mercadorias fabricadas em 2026 aprovadas em laudos laboratoriais recentes. O órgão sanitário manteve a suspensão apenas para frações específicas identificadas durante a primeira etapa da fiscalização.
Por que a Anvisa revisou a proibição
A restrição original ocorreu em 15 de junho após uma operação conjunta na fábrica da Química Amparo, no interior de São Paulo. O governo exigiu uma contraprova de segurança sobre a linha de produção.
“Os testes demonstraram resultados satisfatórios para os itens fabricados entre janeiro e fevereiro de 2026”, informou a autarquia federal sobre as análises dos detergentes e desinfetantes avaliados na segunda etapa.
A empresa enviou um plano de gerenciamento e mitigação de riscos. Os fiscais validaram a documentação e decidiram restringir as punições aos artigos mais antigos e fora de conformidade.
Lotes da Ypê que continuam bloqueados
Os consumidores precisam verificar a embalagem antes da compra. A Anvisa exige a retirada de circulação dos lava-louças tradicionais e dos desinfetantes Bak e Pinho Ypê com lotes terminados em “1”, produzidos até 31 de dezembro de 2025.
A regra atinge os lava-roupas líquidos Tixan Ypê com a mesma terminação, porém fabricados até 31 de março de 2026. A fabricante executa o recolhimento voluntário dessa linha específica para adequação ao protocolo sanitário.
O impacto da decisão na rotina de compras
As unidades fora da lista de alerta já retornam ao varejo e abastecem os supermercados normalmente. A orientação oficial foca no monitoramento contínuo dos códigos impressos nos frascos.
O consumidor não deve utilizar nenhum produto que ainda integre a lista de restrições. Reclamações sobre mercadorias irregulares localizadas no comércio ativo precisam ser notificadas diretamente no sistema de atendimento da Anvisa.