Anvisa revela irregularidades em suplementos de creatina no Brasil

O estudo revelou que as principais falhas encontradas estavam relacionadas à rotulagem dos produtos.

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No dia 24 de outubro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os resultados de uma análise detalhada de 41 suplementos alimentares de creatina disponíveis no mercado brasileiro. O estudo revelou que as principais falhas encontradas estavam relacionadas à rotulagem dos produtos.

A avaliação focou em três critérios fundamentais: o teor de creatina presente nos suplementos, a conformidade das informações na rotulagem e a presença de substâncias estranhas. Dentre os produtos analisados, o Creatine Monohydrate – 100% Pure, da Atlhetica Nutrition, destacou-se como o único a apresentar resultados satisfatórios em todas as áreas examinadas.

Além disso, foram observados rótulos que continham imagens ou frases potencialmente enganosas, bem como a ausência de informações essenciais, como a frequência recomendada de consumo, o número de porções por embalagem e os teores de açúcares totais e adicionados.

A Anvisa esclareceu que as inconsistências identificadas não representam um risco imediato à saúde dos consumidores. No entanto, enfatizou a importância de que as empresas se ajustem às normas estabelecidas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 843/2024 e pela Instrução Normativa (IN) 281/2024.

Em relação à análise da presença de substâncias estranhas nos suplementos, todos os produtos apresentaram resultados conformes, sem qualquer irregularidade detectada. Isso demonstra um padrão aceitável entre as marcas analisadas.

O estudo abrangeu embalagens típicas de 300 gramas de creatina, que é o formato mais comum entre os consumidores brasileiros. As amostras foram coletadas durante o segundo semestre de 2024, diretamente das fabricantes e do comércio varejista.

As análises laboratoriais foram realizadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), vinculado à respeitada Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), garantindo assim a credibilidade dos resultados apresentados.

  • Publicado: 19/01/2026
  • Alterado: 19/01/2026
  • Autor: 24/04/2025
  • Fonte: TUCA