Anvisa proíbe medicamentos das marcas Bwell e Needs

Resolução da Anvisa atinge as marcas Bwell e Needs por irregularidades administrativas

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos das marcas Bwell e Needs. Ambas as linhas pertencem à gigante do setor farmacêutico RaiaDrogasil S.A. (RD Saúde), responsável pelas redes Droga Raia e Drogasil. A medida, que já está em vigor, fundamenta-se em questões regulatórias essenciais para a segurança do consumidor e o controle sanitário no país.

Entenda a restrição imposta pela Anvisa às marcas próprias

O principal motivo apontado pela Anvisa para a sanção é que a RaiaDrogasil não possui a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) necessária para a fabricação de medicamentos. Segundo o marco regulatório brasileiro, qualquer entidade que coloque medicamentos no mercado sob sua marca deve possuir licenças específicas que comprovem a capacidade de controle e responsabilidade técnica sobre a produção.

É fundamental esclarecer que a proibição não é irrestrita a todos os itens das marcas citadas. Consumidores ainda podem encontrar produtos de higiene pessoal, cosméticos e itens de beleza da Bwell e Needs nas prateleiras, uma vez que estes não se enquadram na categoria de medicamentos e, portanto, não foram afetados por esta resolução específica da Anvisa.

Posicionamento da RD Saúde e defesa administrativa

Em resposta oficial, a RD Saúde afirmou que existe um equívoco na interpretação da atividade da companhia. A empresa declarou ao jornal O Globo que não atua como indústria e que a fabricação de seus remédios é integralmente realizada por parceiros terceirizados, os quais, segundo o grupo, possuem todas as licenças exigidas pela Anvisa.

Em nota, a companhia destacou: “Os medicamentos das marcas Bwell e Needs são produzidos por indústrias farmacêuticas devidamente licenciadas e autorizadas pela Anvisa, seguindo rigorosamente as normas regulatórias aplicáveis”. A rede de farmácias informou ainda que apresentará um recurso administrativo para detalhar seus processos produtivos e tentar reverter a suspensão o mais breve possível.

Fiscalização rigorosa: O caso do adoçante alulose

Além do imbróglio com a RaiaDrogasil, a Anvisa estendeu suas ações de fiscalização para o setor de suplementos e ingredientes alimentares. Todos os lotes do produto alulose, importado e exportado pela empresa Sainte Marie, foram proibidos em território nacional.

A substância, embora popular em outros mercados internacionais como substituto do açúcar, não consta na lista de ingredientes autorizados pela agência para uso em alimentos ou como adoçante no Brasil. A decisão da Anvisa abrange não apenas a venda, mas também a importação e o uso industrial do componente, reforçando o rigor técnico sobre substâncias que ainda não tiveram sua segurança comprovada para a população brasileira.

A recomendação para os consumidores que adquiriram medicamentos das marcas citadas ou o adoçante alulose é interromper o uso e buscar orientações junto aos canais oficiais de atendimento das empresas ou diretamente com o órgão regulador.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 24/12/2025
  • Fonte: Sorria!,