Anvisa proíbe marcas de canetas emagrecedoras no país

Anvisa amplia fiscalização e suspende a fabricação, comercialização e importação de cinco marcas de agonistas da GLP-1 sem registro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última quinta-feira (20/11), uma medida drástica para coibir a circulação de medicamentos irregulares que prometem o emagrecimento rápido no país. Em um comunicado que visa proteger a saúde pública, o órgão regulador determinou a proibição total da fabricação, distribuição, importação, comercialização, propaganda e uso de cinco medicamentos agonistas do GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

A ação da Anvisa foi motivada pela constatação de que os produtos em questão não possuem registro sanitário no Brasil. Isso significa que sua qualidade, eficácia e segurança de uso não foram devidamente avaliadas e comprovadas conforme as rigorosas exigências da legislação sanitária brasileira.

Por que a Anvisa proibiu os 5 produtos? Entenda o Risco

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recai sobre marcas que estavam sendo amplamente divulgadas e vendidas de forma irregular, especialmente por meio de plataformas digitais e redes sociais.

Os produtos vetados são:

  • T.G. 5 (Resolução Específica – RE 4.030)
  • Lipoless (RE 3.676)
  • Lipoless Eticos (RE 4.641)
  • Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641)
  • T.G. Indufar (RE 4.641)

A principal preocupação da Anvisa é o risco intrínseco de consumir produtos sem controle de procedência. Medicamentos que não passaram pela avaliação minuciosa do órgão ficam vulneráveis a problemas como falsificação, adulteração de fórmula, e contaminação. No caso dos agonistas da GLP-1, que agem diretamente no metabolismo e no controle do apetite, o uso indevido e sem acompanhamento médico pode levar a graves eventos adversos, colocando em risco a vida dos consumidores.

ALERTA DA ANVISA: A Anvisa destacou, via comunicado, que a decisão visa “coibir o desvio de uso desses produtos”, uma vez que a comercialização e propaganda irregulares, sobretudo na internet, estavam crescendo e estimulando o consumo sem prescrição médica.

Qual é o alerta da Anvisa sobre as canetas emagrecedoras?

O registro sanitário é a prova máxima de que um medicamento é seguro para uso no país. Ele garante que os processos de fabricação atendem aos padrões de Boas Práticas (BPF), que os estudos clínicos comprovaram a eficácia terapêutica e que os riscos à saúde são aceitáveis e monitorados.

Ao comprar e usar um produto que não possui registro, o consumidor se expõe a uma série de perigos, além de inviabilizar a rastreabilidade em caso de problemas. Se houver um evento adverso grave, a Anvisa não consegue tomar as medidas regulatórias necessárias rapidamente contra um produto clandestino ou sem licença.

Entenda o que são as canetas emagrecedoras

A Anvisa reforça que, no Brasil, os medicamentos pertencentes à classe dos agonistas da GLP-1 – como Semaglutida e Liraglutida, usados no tratamento de diabetes e obesidade – possuem regras sanitárias estritas e devem ser manuseados com extremo rigor.

Prescrição Médica Obrigatória: A legislação brasileira exige que a venda desses produtos seja feita somente mediante prescrição médica, com retenção de receita. Essa medida, intensificada pela Anvisa, busca garantir que o tratamento seja realizado sob a supervisão de um profissional habilitado, evitando a automedicação e o uso meramente estético, que tem sido associado a um número elevado de eventos adversos.

A recomendação para o público é sempre verificar o número de registro de qualquer medicamento no portal oficial da Anvisa antes da compra, e jamais adquirir canetas emagrecedoras por canais de venda não autorizados ou de procedência duvidosa, como sites sem credibilidade ou redes sociais. A saúde e a segurança devem ser a prioridade máxima.

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  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 21/11/2025
  • Fonte: FERVER