Anvisa interdita parcialmente armazéns em Santos por irregularidades no armazenamento de Medicamentos

Segundo resoluções publicadas no Diário Oficial da União, a agência constatou que os espaços apresentavam más condições de conservação de produtos como medicamentos.

Crédito: Santos Port Authority/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou a interdição parcial de armazéns geridos pela operadora logística Santos Brasil e do terminal Ecoporto, ambos localizados no Porto de Santos, São Paulo. A decisão, divulgada na segunda-feira (28) através do Diário Oficial da União, foi motivada por constatações de condições inadequadas para o armazenamento de produtos farmacêuticos e insumos essenciais.

As determinações da Anvisa incluem a suspensão das atividades de recebimento e armazenagem de materiais médicos-hospitalares nos locais inspecionados. A Santos Brasil comunicou que as operações referentes a cargas soltas e desovadas de medicamentos estão temporariamente suspensas, enfatizando seu compromisso com a segurança e qualidade dos serviços prestados.

Entre os armazéns afetados está uma instalação situada no bairro Alemoa, em Santos, e outra localizada na margem esquerda do cais, próximo ao Guarujá. Esses terminais são áreas sob supervisão da Receita Federal, onde mercadorias importadas podem ser estocadas antes do processo de despacho aduaneiro.

A Anvisa identificou irregularidades significativas durante suas inspeções nos terminais da Santos Brasil e nos Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (Clias) das cidades de Santos e Guarujá. As falhas incluem a falta de autorização especial para o recebimento de medicamentos controlados e a ausência de controle adequado da temperatura em áreas designadas para o armazenamento de produtos sob fiscalização sanitária.

Além disso, a Anvisa determinou que as atividades relacionadas ao armazenamento de cargas soltas de medicamentos e insumos farmacêuticos devem ser interrompidas até que as questões levantadas sejam resolvidas.

Por sua vez, o Ecoporto também recebeu uma resolução da Anvisa que resultou na interdição parcial de três pátios. Inspeções realizadas em fevereiro revelaram que as instalações não atendiam às exigências adequadas para a desova e armazenamento controlado de produtos farmacêuticos, levando à suspensão dessas atividades nos pátios 1, 2 e 5.

As suspensões permanecem em vigor até que todas as não conformidades apontadas pela Anvisa sejam corrigidas. A Autoridade Portuária de Santos (APS) esclareceu que essa situação é exclusivamente responsabilidade da autoridade sanitária e não envolve sua participação.

Questionamentos feitos pelo g1 sobre os tipos específicos de medicamentos armazenados e seu destino final ainda não receberam resposta por parte das empresas ou da Anvisa até o momento desta publicação.

Em um comunicado oficial, a Santos Brasil reiterou seu compromisso com os padrões mais elevados de segurança e qualidade operacional. A empresa destacou que as cargas agora serão movimentadas apenas em contêineres dentro dos seus pátios, assegurando assim a integridade dos demais tipos de carga armazenados.

Com essa ação, a Anvisa reforça sua atuação em garantir a qualidade dos produtos que circulam no mercado brasileiro, promovendo um ambiente seguro para o armazenamento e distribuição de medicamentos essenciais.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 30/04/2025
  • Fonte: FERVER