Animais vertebrados não serão mais cobaias de empresas cosméticas

Legislação aprovada hoje apresenta uma série de regras sobre testes em animais

Animais vertebrados não serão mais cobaias de empresas cosméticas

Crédito: Pixabay

Animais vertebrados não poderão ser usados em testes de cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (1), no Diário Oficial da União (DOU), pelo colegiado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea).

Segundo o biomédico e professor do IBMR, Luiz Guilherme Hendrischky, atualmente, existem alternativas aos testes em animais, como testes in vitro e modelos computacionais. Esses métodos são precisos e eficazes, além de serem éticos e menos onerosos. “Acredito que a proibição também impulsione um maior desenvolvimento e inovação na indústria de cosméticos. Sem a permissão para testar em animais, as empresas poderão se concentrar no desenvolvimento de técnicas avançadas de testes alternativos mais precisas e eficientes”, explica.

O professor ainda reforça que a proibição acarretará um impacto positivo na imagem e reputação das empresas de cosméticos, uma vez que os consumidores estão cada vez mais preocupados com a ética e a responsabilidade social. “Muitos consumidores preferem apoiar organizações que não realizam testes em animais e, por isso, grandes marcas do setor cosmético já procuram utilizar modelos alternativos há algum tempo. Assim, a adaptação não será difícil. Porém, precisamos que haja fiscalização constante para o cumprimento da proibição”, destaca.

  • Publicado: 01/03/2023 18:08
  • Alterado: 01/03/2023 18:08
  • Autor: Redação
  • Fonte: Centro Universitário IBMR