Angela Gandra: "Defendo a vida, mas não será pauta na minha secretaria"

Ex-secretária da Família no governo Bolsonaro, Angela Gandra prioriza acordos econômicos e integração de imigrantes em São Paulo, deixando bandeiras ideológicas fora de sua gestão

Crédito: Reprodução/Instagram

Angela Gandra, ex-secretária nacional da Família no governo de Jair Bolsonaro, foi recentemente nomeada para a Secretaria de Relações Internacionais da cidade de São Paulo pelo prefeito Ricardo Nunes. Em entrevista, Gandra comentou que suas principais bandeiras, como a defesa do antiaborto e da família tradicional, não estarão na pauta de sua nova gestão.

A advogada enfatiza que, embora continue sendo uma “defensora da vida” — que considera o primeiro direito humano —, esses temas não serão o foco de suas atividades nos próximos anos. Gandra expressou sua gratidão ao ex-presidente Bolsonaro, com quem se reuniu recentemente, por ter lhe proporcionado oportunidades para promover suas causas a nível global.

Com uma trajetória marcada por uma abordagem pluralista e técnica, Gandra afirmou: “Como advogada, defendo a vida como um direito humano”. Ela esclareceu que seu compromisso com essa causa não é fundamentado em crenças religiosas, mas sim em princípios jurídicos e sociológicos.

Foco em parcerias globais e acolhimento de imigrantes.

Além disso, Angela Gandra delineou suas prioridades na nova posição, que incluem a criação de acordos de cooperação técnica e econômica entre cidades e países. “Estou muito animada porque São Paulo tem crescido significativamente nos últimos quatro anos e acredito que podemos estabelecer parcerias mutuamente benéficas com outras cidades ao redor do mundo”, declarou.

Com uma ampla rede de contatos em consulados e embaixadas, Gandra pretende promover iniciativas que reforcem a imagem de São Paulo como um lugar acolhedor e cosmopolita.

Por fim, Gandra ressaltou a importância do acolhimento e integração dos imigrantes na capital paulista como parte de sua visão para a secretaria. “Queremos desenvolver um trabalho significativo de acolhimento e integração”, concluiu.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 03/01/2025
  • Fonte: Fever