Anderson Lima volta ao Moleque Travesso

Após dar seus primeiros passes no campo do Juventus da Mooca, lateral-direito volta como gestor para garimpar talentos

Crédito: Reprodução/Divulgação

Com passagens por times como Santos, São Paulo, Grêmio, São Caetano, entre outros clubes, inclusive pelo futebol asiático, o ex-lateral-direito Anderson Lima, morador de São Caetano do Sul, que iniciou sua trajetória no Clube Atlético Juventus, hoje, não só coloca em campo sua experiência como jogador, como se torna referência para os jovens atletas da base do Moleque Travesso que buscam se consolidar em um mercado tão competitivo como é o do futebol.

Natural de São Paulo, Anderson traz em sua criação os rígidos ensinamentos dos pais, o que o fez traçar uma carreira sólida, seguindo os preceitos de ética e da moral, o alçando aos holofotes do mundo esportivo, assim, o hoje coordenador da base do Moleque Travesso, começou a sua jornada nos idos de 1980 nas categorias de base do clube da Mooca, tradicional bairro da Capital Paulista.

Enquanto se formava quanto atleta, nas categorias de base, Anderson, ainda jovem, chegou à Seleção, onde conquistou os títulos do Campeonato Sul-Americano Sub-17 e Sub-20, em 1988 e 1991, respectivamente.

Da Mooca para o mundo

Se tornou profissional do desporto em 1992, exatamente pelo Juventus da Mooca e se notabilizou pela postura irretocável em campo, além de ser um exímio cobrador de faltas, com precisão nos passes e, claro, por balançar as redes com belos gols.

Dessa forma, Anderson atuou por 18 anos em alto nível chegando a aproximadamente 650 jogos, além de 97 gols oficiais como lateral-direito.

Aliás, além dos clubes mencionados no início deste texto, Lima passou pelo Guarani, Coritiba, Bragantino, Ituano, Operário-MS, o Albirex Niigata do Japão, e encerrou sua passagem pelo futebol profissional na Chapecoense, em 2009.

Nos campos brasileiros, Anderson sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1997 e da Copa Conmebol em 1998 vestindo o manto alvinegro praiano do Santos, já no Sul do país, levantou o caneco do Gauchão e da Copa do Brasil, ambos os feitos em 2001, vestindo a farda do Tricolor Imortal, ainda no início dos anos 2000, mais precisamente em 2004, foi campeão do Paulistão, mas desta vez pelo Azulão, e levantou sua última taça em 2007 do Brasileirão Série B com o Coxa.

No entanto, Anderson pendurou as chuteiras como jogador, mas a vida no universo esportivo seguiu adiante, assim, o lateral-direito atuou como auxiliar técnico do Bahia, Portuguesa, Athletico Paranaense, entre outras, mas, sempre manteve o relacionamento com diretores e com os profissionais das equipes em que trabalhou.

O bom filho a casa torna

Após uma epopeia pelo mundo do futebol, Anderson foi convidado, há cerca de dois anos, junto à empresa Alltec Sports, para o desafio de formar novos atletas, e aí o bom filho a casa torna, e Anderson aceitou a nova jornada a convite da diretoria do Clube Atlético Juventus para coordenar as categorias de base do clube.

Ao aceitar a nova função, Anderson tem como norte a busca pela excelência na formação dos atletas, apresentando um universo arraigado nos princípios intelectual, moral e ético do esporte profissional.

Mas, este é só o início de um projeto muito maior, na qual Anderson Lima pretende colocar o Moleque Travesso: que é um nível muito superior e de protagonismo no futebol brasileiro.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 06/02/2025
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping