Análise da temporada final de "Round 6": entre expectativas e decepções
A nova temporada de "Round 6" decepciona com roteiros repetitivos e atuações fracas, comprometendo o sucesso da série. Confira a análise!
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Nos últimos anos, o universo das séries tem enfrentado dois problemas recorrentes: a extensão excessiva de roteiros, que transforma histórias promissoras em narrativas desgastadas, e a divisão de temporadas que, em alguns casos, prejudica o ritmo da trama. A temporada final de “Round 6” exemplifica bem essas questões.
O fenômeno sul-coreano, que explora competições mortais através de jogos infantis em busca de um prêmio em dinheiro, retornou à plataforma Netflix na semana passada. Contudo, não está isolado nesse cenário; produções aclamadas como “Game of Thrones“, “The Last of Us” e “O Urso” também já passaram por esse tipo de problema.
Enquanto “O Urso” conseguiu se reerguer com a segunda metade da temporada dividida, e “The Last of Us” gera expectativas de que essa recuperação ocorra, a nova parte de “Round 6” apresenta um panorama oposto. A temporada anterior trouxe um aprofundamento nas vidas dos personagens fora do contexto dos jogos, garantindo um sucesso retumbante; em contrapartida, a atual é marcada por uma repetição sem surpresas das cenas violentas já vistas anteriormente.
Ainda que Hwang Dong-hyuk demonstre uma habilidade impressionante ao criar sequências cativantes de competição e que a direção de arte mantenha sua estética vibrante e nostálgica, após 16 episódios, esses elementos não são suficientes. A nova leva carece de dois aspectos essenciais: um roteiro coeso e atuações mais robustas.
No enredo anterior, a dinâmica entre o protagonista Gi-hun (interpretado por Lee Jung-jae) e o antagonista que orquestra os jogos (Lee Byung-hun) proporcionava um fio condutor para a narrativa. Nesta nova fase, no entanto, falta um conflito que una os eventos. O público se vê diante de uma mera sequência de competições.
Duas tramas paralelas são introduzidas: uma refugiada norte-coreana que busca resgatar um amigo do jogo e um detetive (Hwang Jun-ho) em busca da misteriosa ilha sem saber que ela é controlada por seu irmão. Entretanto, essas histórias não se entrelaçam de forma significativa, resultando em pouco desenvolvimento além das cenas bem coreografadas da refugiada (Park Gyuyoung).
O desempenho de Lee Jung-jae também é um ponto fraco nesta temporada. O ator, que outrora trouxe carisma e complexidade ao seu personagem, agora apresenta uma interpretação monótona como Gi-hun arrependido. O personagem multifacetado se transforma em uma versão superficial do anti-herói que deveria encarnar.
A expectativa criada pelo sucesso inicial da série faz com que esta nova temporada se revele uma grande decepção, especialmente considerando seu status como a mais assistida na Netflix em diversos países.
Tanto o criador quanto a plataforma já confirmaram que “Round 6” não terá novas temporadas. No entanto, uma possível adaptação americana é sugerida pela cena final e pela participação surpreendente de uma renomada atriz de Hollywood.