Ambulantes do milho reconhecem melhorias

Associação dos Vendedores de Milho e Derivados de Diadema conta hoje com 36 carrinhos e normatiza a comercialização de alimentos

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Em agosto de 2013, um programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Diadema nascia com o objetivo de profissionalizar a comercialização de milho e derivados na cidade: a Associação dos Vendedores de Milho e Derivados, que conta hoje com 36 carrinhos e planos de expandir para todos os bairros até 2015.

Os comerciantes, que atendem nas principais praças do Centro de Diadema das 14 às 20 horas, passaram por curso de manipulação de alimentos no Centro de Referência de Segurança Alimentar e Nutricional (Cresand) da Secretaria de Segurança Alimentar. 

Os carrinhos são numerados e os vendedores têm, cada um, seu ponto estratégico para comercializar os produtos. Os mais antigos têm preferência na localização, como foi o caso de Otávio Porfírio, de 56 anos. Um dos primeiros a chegar a Diadema e trabalhando com milho há 15 anos, o comerciante tem seu carrinho próximo à Praça Castello Branco e a várias lojas, à pista de trólebus e a uma parada de ônibus.

Os produtos são variados, e são vendidos pamonhas, curau, bolos, sucos e o milho cozido que, de acordo com os próprios vendedores, é a opção mais procurada pela clientela. As vendas variam muito de um dia para o outro, segundo Denísio Clemente, de 49 anos. “Nos dias mais frios mais pessoas vêm comprar o milho, que é quente. No começo do mês as vendas também sobem”, disse o dono do carrinho número 4. Eles participam ainda de quermesses e eventos na cidade.

Muitos dos trabalhadores que hoje fazem parte da associação já trabalhavam com milho antes, em carrinhos de rua, mas a situação não era legalizada e, com isso, alguns deles chegaram a perder o ponto. A mudança trouxe a tranquilidade e o fim das preocupações com os fiscais. “Depois que a Prefeitura legalizou, minha vida mudou para melhor, posso vender mais sossegado”, comentou Cícero Gomes da Silva, vendedor de 49 anos.

Com a legalização, a venda de milho e derivados se tornou mais organizada no município. Para Mauro Francisco Castão, de 23 anos, presidente da Associação, esse é o ponto principal da mudança. “Agora os carrinhos são todos padronizados e nosso trabalho é melhor. A clientela prefere assim”, disse.

Nair Soares Ferreira, 42, que tem seu ponto próximo à Igreja Matriz, destacou que a clientela é fiel e sempre volta para comprar mais produtos.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 05/04/2014
  • Fonte: FERVER