Amazônia vigiada: como satélites monitoram as queimadas e o desflorestamento

Satélites monitoram a Amazônia através do sensoriamento remoto

Crédito: Reprodução

A preocupação com o meio ambiente está no foco dos governos, de organizações não-governamentais e da sociedade civil – cada vez mais. Com isso, também cresce a importância da imagem de satélite atualizada em áreas extensas, como as da Amazônia. Isso se dá em meio a um aumento das preocupações com o aquecimento global e com a destruição de biomas importantes tornaram-se pautas urgentes.

Afinal, do que se trata essa tecnologia e por que ela é tão importante? A ciência traz ferramentas importantes para evitarmos tragédias ambientais. E esse é um exemplo claro.

Não sabe do que se trata? Então, veja imagens de satélite atualizadas em uma plataforma especializada. Nela, há informações detalhadas sobre vegetação, agricultura, desmatamento, incêndios e mais. Há dados cruciais para compreender o que ocorre na Amazônia – e nos cantos mais recônditos do planeta.

O poder das imagens de satélite atualizadas

O grande trunfo dessa tecnologia, portanto, é fornecer dados praticamente em tempo real. Afinal, apesar de não ocorrer necessariamente ao vivo, o monitoramento se dá em um nível que é capaz de acompanhar todas as mudanças mais relevantes em uma região do globo. Em outras palavras, uma imagem de satélite atualizada pode mostrar o que aconteceu na floresta há poucas horas, e não semanas atrás.

No caso da Amazônia, por exemplo, estamos falando de um nível de detecção que, antes, só ocorria com um “delay” de meses.

Afinal, só a Amazônia brasileira tem cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, segundo o Imazon.

Estima-se que o desmatamento tenha chegado a mais de 9 mil quilômetros quadrados somente em 2023, conforme dados do Governo Federal. Por outro lado, em 2024, houve redução do desmatamento em todos os biomas brasileiros. 

Seja como for, mantém-se um nível elevado. E monitorar esse avanço do desmatamento traz desafios: essa é uma área enorme, mais fragmentada dentro de um espaço ainda mais colossal. Portanto, o trabalho exige ferramentas modernas.

As imagens atualizadas de satélite permitem:

  • Detectar focos de calor em estágios iniciais, ajudando a impedir que pequenos incêndios se transformem em algo muito mais grandioso;
  • Identificar as clareiras abertas ilegalmente para fins de pasto ou garimpo;
  • Mapear áreas degradadas e fornecer subsídios para ações de reflorestamento;
  • Apoiar as operações de fiscalização pelas autoridades e dotar ONGs ambientais de informações sensíveis.

Ou seja, não é difícil entender o papel precioso de ferramentas que oferecem acesso a imagens de satélite mais atualizadas.

Monitoramento de queimadas: prevenção e resposta rápida

Quando pensamos na Amazônia, a maior ameaça que vem à nossa mente é a das queimadas. Afinal, os incêndios florestais ainda são frequentes, e não ocorrem apenas devido ao calor extremo.

Na verdade, a principal causa dos fogos que viram notícia todos os anos na região amazônica é a ação humana. As queimadas ilegais servem para abrir áreas de cultivo, criando de maneira irregular o espaço para a criação de gado e plantações de soja, entre outras atividades.

De acordo com o INPE, houve 278.299 focos de incêndio no país em 2024. Esse dado é ainda mais alarmante quando fazemos um comparativo. Afinal, trata-se de um aumento de 46,5% em relação a 2023. E tem mais: cerca de metade ocorreu na Amazônia: 140.346 focos no total.

Com o uso de ferramentas como o EOSDA Land Viewer, é possível:

  • Localizar focos de incêndio quase em tempo real;
  • Mensurar a extensão das áreas afetadas;
  • Avaliar o impacto dos fogos sobre a qualidade do ar e a biodiversidade.

Aliás, a ferramenta serve até mesmo para antecipar possíveis focos de incêndio. Por exemplo, com o monitoramento da saúde e da umidade na vegetação via NDVI e NDMI, o sistema identifica quando a vegetação está muito seca, podendo alimentar incêndios.

Além disso, o monitoramento combina dados de diferentes satélites (como Sentinel-2 e Landsat 8) para acompanhar a evolução do fogo ao longo dos dias. Assim, é capaz de direcionar recursos do governo e ações dos bombeiros com uma maior eficiência.

Combatendo o desflorestamento

A destruição da floresta não acontece apenas por queimadas. Máquinas pesadas costumam ser usadas para abrir estradas clandestinas, com a ação de madeireiros suprimindo árvores valiosas, enquanto a pecuária avança. Também neste caso, a detecção por satélite é crucial.

Imagens por satélite atualizadas servem para revelar áreas de extração seletiva antes mesmo de denúncias formais chegarem aos órgãos fiscalizadores. Assim, possibilitam ações rápidas e a apreensão de equipamentos ilegais.

Em uma plataforma como o EOSDA, um mapa satélite atualizado inclui uma série de ações para combater o desflorestamento. Afinal, a tecnologia permite:

  • Filtrar imagens por data e tipo de sensor;
  • Comparar imagens de períodos diferentes para ver a evolução do desmatamento;
  • Baixar dados para análises mais avançadas.

Atualmente, qualquer pessoa pode ver mapas via satélite atualizado e entender melhor o que está acontecendo na Amazônia usando uma plataforma desse tipo. E isso acaba trazendo ganhos expressivos em termos de acesso à informação.

Tecnologia a serviço da preservação

Contar com a imagem de satélite mais atualizada é cada vez mais essencial para proteger o maior bioma tropical do planeta. Ao monitorar queimadas e desmatamento, o governo brasileiro pode agir rapidamente, ONGs podem planejar campanhas mais eficazes e a sociedade pode cobrar mudanças.

À medida que a tecnologia evolui, veremos sistemas ainda mais precisos, capazes de detectar ameaças antes que se tornem irreversíveis. E essa vigilância é vital para garantir que a Amazônia continue sendo o pulmão verde do mundo.

  • Publicado: 20/02/2026
  • Alterado: 20/02/2026
  • Autor: 23/09/2025
  • Fonte: Patati Patatá Circo Show