Alunos do + APAE Inclusão estão prontos para o mercado de trabalho
Interesse e engajamento dos alunos é ressaltado por oficineiros do projeto cujo principal objetivo é capacitar jovens com deficiência
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/07/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Afinidade com a profissão. Desenvolvimento de habilidades. Adaptação para o mercado de trabalho. Estes são os principais resultados alcançados pelos 76 alunos do + APAE Inclusão, projeto de empregabilidade da APAE de Santo André. É o que apontam os oficineiros do programas de capacitação gratuitos, que foram ofertados no primeiro semestre do ano.
Aprovado no FUMCAD de Santo André, o projeto oferece oficinas de capacitação nas áreas de Panificação, Audiovisual, Informática, Rotinas Administrativas, Artesanato e Corte e Costura. As vagas são destinadas a pessoas com deficiência intelectual entre 12 e 17 anos. “Esse projeto coloca a APAE em um patamar de grande visualização na comunidade. Sua efetivação se dará na medida que cada oficina oferecerá aos jovens de todas as possibilidades de aprender, vivenciar e construir. Um aprendizado que o fará capaz de ingressar no mundo do trabalho”, destaca a diretora escolar da APAE Santo André, Valéria Barral.
OFICINAS
Para os professores da oficina de Audiovisual, Leonardo Freitas e Marcos Antônio Gonçalvez o principal benefício do programa está em aflorar o gosto pela profissão e encaixar os alunos no mercado. Na ementa da disciplina está previsto o desenvolvimento de competências, mesmo que básicas para entendimento, manuseio de equipamentos e processos de fotografia e vídeo. “Alguns alunos demonstraram talento para um segundo passo, que seria uma intensificação nos mais diversos ramos do audiovisual”, comemoraram. O programa de capacitação é o que possui mais alunos inscritos: 26 em duas turmas.
O talento demonstrado pelos alunos também foi notado pela professora da oficina de Corte e Costura, Eva Soares. “Eles são muito interessados e possuem curiosidade em criar peças novas. Uns têm mais facilidade com a máquina e outros com costura à mão”, comenta. O conhecimento da máquina de costura, os diversos tipos de pontos e o aprendizado em barrados, customização e consertos são tópicos da ementa da oficina. Além disso, a professora entregou um kit de costura para cada aluno, para que pudessem treinar em casa.
Para o técnico em alimentos e professor da oficina de Panificação Glauco Felipe Borsaro, o desafio está em tentar passar conhecimento de maneiras diferentes, adaptando o conteúdo para cada aluno. “A oficina é uma apresentação da profissão. Os alunos querem fazer os produtos e têm interesse em continuar o aprendizado”, diz. Nas aulas, são feitas duas formulações em que os alunos pesam os ingredientes, respondem o porquê de usarem os ingredientes, preparam os produtos manualmente ou com batedeira/ masseira, dividem, modelam e assam os produtos.