Alunos de Santo André se envolvem na guerra ao Aedes
Parceria entre Educação e Saúde para combater Aedes aegypti deve abranger 100 mil pessoas. Ações educativas nas escolas têm como objetivo mudar padrões de comportamento de forma duradoura
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/03/2016
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O combate ao inimigo número um da população, o mosquito Aedes aegypti, vai ter um significativo reforço em Santo André. Todos os alunos da rede municipal de ensino da cidade estarão, a partir de hoje, envolvidos com o combate aos focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus. O combate será não só nas suas escolas, mas também em casa e na comunidade. Isso porque, nesta segunda-feira (21), as secretarias de Saúde, de Educação firmaram parceria para a realização e divulgação de diversas atividades educativas em todas as unidades da rede municipal de ensino. O evento aconteceu no Teatro Municipal de Santo André com a presença do prefeito, Carlos Grana, do secretário de Educação, Gilmar Silvério, e do secretário de Saúde, Homero Nepomuceno Duarte.
“A gente acredita nas crianças. Na mão deles está a possibilidade de uma mudança mais duradoura no comportamento porque os adultos são mais difíceis de conscientizar. Por exemplo: são retiradas toneladas de entulho diariamente dos terrenos da cidade. E de um dia para o outro já está tudo novamente no local”, destacou o prefeito. Ele lembra que a cidade possui ecopontos para receber os descartes da população e evitar que locais com entulho possam ser criadouros do mosquito. “ Esta campanha tem uma força muito grande ao contar com o envolvimento das secretarias de Educação e Saúde. E pode contar com meu envolvimento pessoal também. Precisamos combater o mosquito da dengue o ano inteiro”, disse Grana
Segundo o secretário de Educação, as ações vão alcançar diretamente cerca de 36 mil alunos – de até 10 anos, e alunos da Educação de Jovens e Adultos e dos cursos profissionalizantes – matriculados na rede, mas a estimativa é de que o alcance seja muito maior. “Contando com os pais e as mães, bem como os irmãos desses estudantes, pretendemos atingir mais de 100 mil pessoas, além das comunidades em volta das unidades. É uma parcela muito significativa da população da cidade”, frisou.
Para Silvério, uma secretaria só não resolveria um problema tão complicado como este. “Este evento está em sintonia com a ideia de educação do século 21: a educação integral. Hoje, existe o conceito de que as pessoas não são compostas de compartimentos, divididas. Cabe a escola a tarefa de criar integralmente o cidadão”, contou. O secretário acrescentou que a escola também não deve ser unicamente um local para aprender a ler e escrever“. A escola tem que ser um local de participação da comunidade e referência no bairro. “E como a gente faz isso? Chamando pais e comunidade para participar não só da vida escolar, mas da vida do bairro, estado e do país. Juntos seremos fortes e venceremos essa batalha”, reforçou.
“ Com a entrada da educação nesse trabalho, acredito que vamos virar esse jogo. Isso porque a base está na mudança de comportamento. Afinal todos sabem quem é o mosquito, qual o nome, os principais problemas, onde ele se cria, mas muitas vezes não se toma providência pois não é uma prática diária das pessoas. Isso só vai acontecer com a mudança de hábito, e isso a gente só faz quando começa, ainda pequenos, a se atentar para essas coisas, mudar práticas e hábitos também de quem está a nossa volta”, disse o secretário de Saúde.
“Existe um ditado antigo que diz que é melhor prevenir do que remediar. No entanto, ele às vezes é deixado de lado por conta de um excesso de confiança nas tecnologias e nos remédios modernos. Mas isso é um erro. A prevenção é o melhor caminho e por isso a participação da Educação trabalhando com a conscientização das crianças é tão importante. A saúde tem que ser a ponta final do processo. Quanto menos pessoas chegarem lá para nossos equipamentos, melhor para todo mundo”, acrescentou.
A rede municipal de ensino é composta por 32 creches, 51 Emeiefs (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental), cinco CPFPs (Centros Públicos de Formação Profissional) e 11 CESAs (Centros Educacionais de Santo André), sendo que cada unidade vai desenvolver atividades lúdicas educativas e ações de prevenção nas escolas, podendo utilizar os recursos da Secretaria de Saúde. Além disso, as escolas vão aderir ao “Projeto 10 Minutos”, desenvolvido pela Secretaria de Saúde, que visa estimular a rotina de vistoria e percepção do risco de criadouros do mosquito Aedes aegypti, com a dedicação de dez minutos do dia, uma vez por semana pelo menos. Os alunos da rede também vão receber um CD com um jogo interativo sobre o combate à dengue.