Alunos da Anhanguera recebem Prêmio Santo André de Inovação
Projeto de leito hospitalar automassageador evita atrofia de músculos e doenças causadas pela imobilidade do corpo; Premiação será no dia 21 de outubro, no auditório da Sabina
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 20/10/2015
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Um grupo de 52 alunos dos cursos de Gestão Hospitalar, Gestão Comercial, Publicidade, Engenharia Mecânica e Administração do Centro Universitário Anhanguera de Santo André desenvolveram em um projeto inovador intitulado “Althea”, um leito hospitalar inovador, com mecanismos capazes de provocar movimentos que ativam o sistema circulatório de pacientes acamados.
O projeto, apoiado por 12 empresas, entre elas duas multinacionais, receberá na quarta-feira (21), às 19h, o Prêmio Santo André de Inovação, concedido pela Prefeitura Municipal de Santo André aos alunos e professores que se destacaram pelo desenvolvimento de projetos inovadores. A cerimônia ocorrerá no auditório da Sabina – Escola do Conhecimento, localizada na rua Juquiá, 135, na Vila Eldízia, em Santo André. O projeto foi apresentado ao público na Semana de Inovação Tecnológica da unidade, em 2014.
O projeto
A ideia de desenvolver o protótipo surgiu da aluna Thamyres Ruiz, do 7º semestre do curso de Administração, a partir de uma perda familiar. “Meu avô faleceu nesse ano após muito tempo acamado, ele teve um Acidente Vascular Encefálico (AVE), mas não faleceu pela doença, e sim pela atrofia que teve em seus músculos e por úlcera de decúbito. Daí então surgiu a ideia de ajudar pacientes acamados, estimulando a circulação do sangue e também proporcionando uma espécie de fisioterapias no paciente sem que ele necessite levantar do leito, ou seja, o próprio leito possuirá um sistema de fisioterapias e massagens”, conta a aluna.
Segundo o coordenador do curso, Nei Muchuelo, o projeto superou as expectativas. “Hoje somos apoiados por 12 empresas, entre elas uma multinacional dinamarquesa. Também temos reuniões com interessados em divulgar o projeto no mercado sul americano. A ideia foi patenteada em nosso nome, e o protótipo foi desenvolvido por um Grupo de Engenharia também da faculdade. Também tivemos apoio dos cursos de Gestão Hospitalar e Publicidade”, orgulha-se.
Para a aluna, o que despertou o interesse das empresas foi a junção do sistema fisioterápico com o conforto e o valor acessível. “Atualmente temos leitos com tecnologia avançada, com preços elevados, o que dificulta o acesso do produto em hospitais públicos e estabelecimentos das classes B e C”.