Alunos colhem frutos da inclusão nas escolas municipais de São Caetano

A inclusão de crianças e jovens com deficiência nas escolas municipais é um compromisso da rede de Educação de São Caetano do Sul. São diversos os exemplos de professores comprometidos e equipes de direção empenhadas em oferecer a maior integração possível para todos os estudantes, independentemente de suas dificuldades e desafios, buscando sempre que todas […]

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A inclusão de crianças e jovens com deficiência nas escolas municipais é um compromisso da rede de Educação de São Caetano do Sul. São diversos os exemplos de professores comprometidos e equipes de direção empenhadas em oferecer a maior integração possível para todos os estudantes, independentemente de suas dificuldades e desafios, buscando sempre que todas as crianças tenham direito de explorar o seu potencial de desenvolvimento. Uma mostra deste trabalho diário realizado nas 61 escolas da cidade pode ser vista nas aulas de Educação Física da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof. Rosalvito Cobra, no Bairro Olímpico.

Desde o início do ano, a educadora física Miriam Aparecida das Neves conta com uma presença muito especial nas aulas que ministra para crianças do Ensino Fundamental: o jovem João Pedro Marques Baldi, 8 anos, que tem os movimentos comprometidos e necessita de um apoio maior por parte da equipe escolar e colegas de classe. Com 24 anos de experiência como professora, Miriam se viu pela primeira vez diante deste desafio. “É a primeira vez que eu trabalho com um aluno de inclusão. Pesquisei muito a respeito e não fiz nenhuma alteração no currículo de aulas. O João está absorvendo muito bem tudo isso e está cada vez mais integrado aos colegas, inclusive nas atividades em sala de aula.”

Para conseguir incluir o animado João Pedro nas aulas de Educação Física foi preciso criatividade e empenho da professora, equipe de apoio e direção da escola. Mas com algumas adaptações foi possível obter, em poucos meses de aula, um resultado muito expressivo para o jovem – sem qualquer prejuízo para o conteúdo pedagógico normal das atividades. “Eu não mudei nada do planejamento curricular, eu apenas o adaptei para o João. Todas as crianças participam da mesma atividade”, explica a professora Miriam. E desta forma João já participou de atividades como vôlei adaptado, peteca, queimada e brincadeiras no playground da escola.

A mãe de João Pedro, Katiane Marques Baldi, elogia a integração realizada na EMEF Prof. Rosalvito Cobra. “Este trabalho está sendo muito bacana. O pessoal da escola tem adaptado muitas atividades para incluir o João e ele tem adorado estar junto com as outras crianças”, afirma. Ela e o marido, Emerson, ainda não tiveram a chance de acompanhar uma atividade do João com os novos colegas, mas a oportunidade está chegando: o garoto vai participar de uma apresentação de dança na Festa Junina da escola e para isso vem ensaiando com os colegas.

Aliás, o apoio dos outros alunos tem sido fundamental para a integração de João. “Como se trata de crianças pequenas, nós vamos conversando aos poucos com os colegas do João, pedindo que um ou outro o auxiliem em alguma atividade. Mas todos gostam de ficar em volta ajudando, naturalmente o aceitam como mais um amigo”, destaca a professora Miriam. “Esta experiência começou como um desafio, mas virou uma satisfação. Ver o sorriso no rosto do João durante as aulas não tem preço, vale todas as dificuldades. Ele ensina muitas coisas a todos nós”, conclui.

INCLUSÃO – A secretária municipal de Educação de São Caetano, Ivone Braido Voltarelli, informa que existe uma equipe na Secretaria responsável pela inclusão de crianças com deficiência na rede de escolas da cidade. “Além disso, este ano contratamos uma empresa que cede cuidadores para nossas unidades escolares. São 70 profissionais que atuam diretamente com os estudantes de inclusão do Ensino Fundamental e Médio, dando atenção individualizada para crianças e adolescentes com necessidades especiais.”

Para Fani Castrillo, que integra a equipe de Inclusão Educacional da Secretaria de Educação de São Caetano ao lado de Hélida Thomazini, “o caso do João na EMEF Prof. Rosalvito Cobra é uma mostra da inclusão que buscamos em nossas escolas”. “Para que ela se realize de uma forma plena é preciso que haja uma equipe engajada, desde a direção, funcionários de apoio e educadores. A professora Miriam mostrou que tem domínio sobre o conteúdo que ensina, por isso conseguiu fazer as adaptações necessárias para acolher o João, para olhar os desafios específicos que ele enfrenta.”

A diretora da EMEF Prof. Rosalvito Cobra, Anna Maria Luiz Rumy, lembra que a escola conta, neste ano, com 13 alunos de inclusão. Para atender da melhor forma possível a este público a unidade se preparou, oferecendo aos jovens materiais especiais, carteiras adaptadas e o acompanhamento de cuidadores. “A equipe da escola comprou a ideia da inclusão de alunos com deficiência. Todos os funcionários são muito colaborativos, o que tem tornado esse processo natural para a comunidade escolar.”

A professora Miriam Aparecida das Neves, que tem recebido muitos elogios por sua atuação, resume o segredo para uma inclusão efetiva e de sucesso. “A direção da escola, a equipe pedagógica, o pessoal de orientação da Secretaria Municipal de Educação, todos estão fazendo a sua parte. Por isso a integração dos alunos está dando resultado. Tudo o que fazemos é com muito amor e respeito.”

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 20/05/2014
  • Fonte: FERVER